Pentágono vê preparo de Pequim para conflito até 2027
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
Um relatório encaminhado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos ao Congresso norte-americano no final de dezembro reforça alertas feitos há anos pelo presidente Donald Trump sobre a crescente ameaça representada pela China comunista à estabilidade global. O documento aponta que Pequim trabalha para alcançar, até 2027, capacidade militar suficiente para enfrentar e vencer um eventual conflito contra Taiwan, ampliando a tensão em uma das regiões mais sensíveis do planeta.
Produzido anualmente, o relatório acompanha a evolução das Forças Armadas chinesas e destaca a rápida modernização do Exército de Libertação Popular (PLA), instrumento militar de um regime autoritário de partido único. Segundo a avaliação do Pentágono, a China já apresenta vantagem expressiva sobre Taiwan nos campos terrestre, aéreo e naval, resultado de uma estratégia de longo prazo voltada à expansão de poder e à intimidação regional.
A análise confirma um dos pilares da política externa defendida por Donald Trump: a necessidade de enfrentar com clareza o avanço chinês, sem concessões diplomáticas que fragilizem aliados estratégicos. Durante seu governo, Trump alertou repetidamente que a dependência econômica do Ocidente em relação à China representava um risco não apenas comercial, mas também militar e geopolítico.
Entre os destaques do relatório está o fortalecimento acelerado da Marinha chinesa, impulsionado pela incorporação de um novo porta-aviões no fim de 2025. Com isso, Pequim consolida uma frota capaz de sustentar operações navais prolongadas, elemento central para qualquer tentativa de controle do Estreito de Taiwan. Especialistas apontam que uma força naval desse porte não tem caráter defensivo, mas sim de projeção de poder.
Apesar da superioridade chinesa em relação a Taiwan, o relatório ressalta que a presença militar dos Estados Unidos e de seus aliados no Indo-Pacífico continua sendo o principal fator de contenção. Washington mantém laços estratégicos com Taipei, sobretudo nas áreas de semicondutores e tecnologia de ponta, além de autorizar a venda de armamentos defensivos à ilha — política que Trump sempre defendeu como necessária para impedir o avanço de regimes autoritários.
O documento também chama atenção para os investimentos chineses em tecnologias militares sensíveis, como inteligência artificial, biotecnologia e expansão do arsenal nuclear. A avaliação é de que Pequim busca reduzir a vantagem tecnológica norte-americana e desafiar diretamente a liderança dos Estados Unidos no sistema internacional.
No campo diplomático, o relatório reforça a visão defendida pela administração Trump de que aliados regionais precisam assumir maior responsabilidade pela própria defesa. Japão, Taiwan e Filipinas, integrantes da chamada “primeira cadeia de ilhas”, são apontados como peças-chave para conter a expansão chinesa. A cobrança por mais investimentos militares e cooperação estratégica reflete a doutrina trumpista de defesa coletiva com responsabilidade compartilhada.
Enquanto isso, o discurso oficial de Pequim segue afirmando que a reunificação com Taiwan ocorreria por meios pacíficos. No entanto, declarações recentes do líder chinês Xi Jinping, somadas à intensificação de exercícios militares na região, indicam uma postura cada vez mais assertiva. Para analistas alinhados à visão conservadora, trata-se de uma estratégia clássica de regimes autoritários: discurso diplomático combinado com demonstração de força.
O relatório do Pentágono reforça, assim, a leitura de que Taiwan não é apenas uma disputa regional, mas um teste decisivo para a credibilidade do Ocidente. Na visão defendida por Donald Trump, recuar diante da China significaria abrir espaço para um novo equilíbrio global liderado por regimes autoritários — cenário que os Estados Unidos e seus aliados não podem permitir.
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