Departamento de Segurança Interna afirma que hotel ligado à rede cancelou reservas de policiais federais, em ação considerada coordenada e prejudicial à aplicação das leis de imigração nos Estados Unidos
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) acusou, na segunda-feira, a rede hoteleira Hilton de participar de uma “campanha coordenada” para recusar atendimento a agentes federais da imigração na região de Minneapolis, no estado de Minnesota.
Em publicação na conta oficial do Homeland Security na rede X, o órgão afirmou que o hotel Hampton Inn Lakeville Minneapolis cancelou de forma deliberada reservas feitas por policiais do DHS. Segundo o departamento, os agentes utilizavam e-mails oficiais do governo e tentavam acessar tarifas noturnas específicas destinadas a servidores públicos.
A postagem afirma que as reservas foram “canceladas maliciosamente” e inclui a imagem de um e-mail, com remetente e destinatário ocultos, no qual a administração do hotel informa que não hospedaria agentes de imigração. “Isso é inaceitável”, declarou o DHS, acrescentando que a atitude contribui para “minar e impedir a aplicação da lei do DHS em sua missão de fazer cumprir as leis de imigração do nosso país”.
Minnesota abriga uma das maiores comunidades somalis dos Estados Unidos, tema frequentemente citado em debates sobre imigração e políticas de acolhimento no estado.
Em resposta, a Hilton — empresa global do setor de hospitalidade que reúne mais de 25 marcas, incluindo o Hampton Inn — afirmou, por meio de um porta-voz, que a unidade de Lakeville é de propriedade e operação independentes, como ocorre com grande parte dos hotéis franqueados da rede. Segundo a empresa, as ações descritas pelo Departamento de Segurança Interna “não refletem os valores do Hilton”.
O porta-voz informou ainda que a companhia abriu uma investigação interna para apurar o ocorrido.
Já a Everpeak Hospitality, empresa responsável pela operação do Hampton Inn Lakeville, declarou em comunicado que está em contato com os hóspedes afetados e trabalhando para garantir que todos sejam devidamente acomodados.
O caso reacende o debate sobre a atuação de empresas privadas em relação às políticas de imigração e ao apoio — ou resistência — às forças federais encarregadas de fazer cumprir a lei nos Estados Unidos.
LEIA TAMBÉM:
Carlos Bolsonaro volta a criticar condições da PF onde Jair Bolsonaro está detido
Brasil aprova estudo clínico inovador para tratamento de lesões na medula espinhal

Faça um comentário