Tempestade histórica de inverno coloca Estados Unidos em alerta máximo

Frio extremo, neve intensa e chuva congelante devem atingir 160 milhões de pessoas; meteorologistas falam no pior inverno em 40 anos
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA

Uma poderosa tempestade de inverno ameaça atingir grande parte dos Estados Unidos nos próximos dias, trazendo uma combinação perigosa de neve intensa e chuva congelante. Cerca de 160 milhões de pessoas vivem em áreas sob risco, enquanto especialistas alertam que o frio esperado pode ser o mais severo em décadas, com temperaturas abaixo de -18 °C.

Diante da gravidade do cenário, diversos estados já decretaram estado de emergência. O Serviço Nacional de Meteorologia alertou para a possibilidade de um “acúmulo catastrófico de gelo”, capaz de provocar apagões prolongados, quedas de árvores e tornar estradas perigosas ou até intransitáveis.

Frio extremo em Washington — Foto: Reprodução/Internet

Segundo o meteorologista Ryan Maue, “os próximos dez dias de inverno serão os piores em 40 anos nos Estados Unidos”. Ele reforçou o pedido para que a população se prepare para condições extremas.

Os impactos já começam a ser sentidos. Mais de 1.500 voos do fim de semana foram cancelados, de acordo com informações, muitos deles no Texas. O estado ainda carrega as lembranças da tempestade de fevereiro de 2021, que deixou mais de 200 mortos, principalmente por hipotermia, intoxicação por monóxido de carbono e acidentes.

Apesar do trauma recente, autoridades texanas afirmam que o sistema elétrico está mais robusto. O governador Greg Abbott declarou que “não há previsões de corte de energia” e que a rede está preparada para enfrentar a tempestade.

Em Houston, a cidade mais populosa do Texas, 12 abrigos foram abertos. O coordenador do Escritório de Gestão de Emergências, Brian Mason, reforçou a necessidade de precaução: “Não digo que será como 2021, mas devemos nos preparar como se fosse”.

Moradores também estão se antecipando. Clinton Moore, de 63 anos, contou que estocou água e suprimentos. “Desta vez tenho gerador e reservas. Não acho que será tão ruim quanto há cinco anos”, afirmou.

Em Nova York, a governadora Kathy Hochul alertou que poucos minutos ao ar livre podem representar risco à saúde, com possibilidade de hipotermia e congelamento. O estado mobilizou equipes de emergência, máquinas para remoção de neve e trabalhadores de serviços públicos.

Já em Washington e Oklahoma, consumidores correram aos mercados para estocar alimentos, e prateleiras vazias foram registradas nesta sexta-feira (23).

Prateleiras vazias em mercado de Washington, D.C., nos EUA, em 23 de janeiro de 2026 — Foto: Reprodução/Internet

Vórtice polar

Especialistas explicam que tempestades desse tipo estão associadas ao vórtice polar, fenômeno que normalmente permanece sobre o Polo Norte, mas que pode avançar para o sul. Pesquisas indicam que esses eventos se tornaram mais frequentes nas últimas duas décadas, possivelmente devido ao aquecimento acelerado do Ártico em relação à média global.

Especialistas estimam que essa é a pior tempestade na região nordeste do país dos últimos dez anos

Ainda assim, cientistas alertam que não é possível estabelecer uma relação direta e simplificada entre essas tempestades e a mudança climática causada pela ação humana.

O tema gerou repercussão política. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nas redes sociais:

Espera-se uma onda de frio recorde atingindo 40 estados. Raramente se viu algo assim. Os insurgentes ambientais poderiam explicar o que aconteceu com o aquecimento global?”, escreveu na plataforma Truth Social.

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