Milhões de infecções, milhares de mortes e alta pressão sobre hospitais marcam a temporada 2025–2026, segundo autoridades de saúde
Por Paloma de Sá | GNEWSUSA
Os Estados Unidos enfrentam uma das temporadas de gripe (influenza) mais intensas dos últimos anos, com milhões de pessoas infectadas e milhares de mortes associadas à doença desde o início do ciclo 2025–2026. Autoridades de saúde alertam que, apesar de sinais pontuais de estabilização em algumas regiões, a circulação do vírus segue elevada em grande parte do país.
Dados oficiais indicam que a atividade gripal atingiu níveis considerados altos ou muito altos em dezenas de estados, com impacto direto nos serviços de saúde. Consultas médicas por síndromes respiratórias alcançaram patamares não registrados desde o final da década de 1990, segundo relatórios de vigilância epidemiológica.
Milhões de casos e mortes associadas
Estimativas apontam que mais de 15 milhões de pessoas adoeceram com influenza nos Estados Unidos nesta temporada. O número de mortes associadas à gripe ultrapassa 7 mil, incluindo casos graves em idosos, crianças e pessoas com comorbidades, grupos considerados mais vulneráveis às complicações do vírus.
Autoridades ressaltam que esses números são consolidados ao longo de toda a temporada e refletem um cenário de ampla disseminação da doença, com surtos registrados tanto em grandes centros urbanos quanto em áreas rurais.
Cepas agressivas e pressão sobre hospitais
A predominância de variantes do vírus influenza A, especialmente do subtipo H3N2, está associada a uma maior taxa de transmissão e a quadros clínicos mais severos. Como consequência, hospitais em várias regiões relataram aumento significativo nas internações por complicações respiratórias, pressionando leitos e equipes médicas durante o inverno.
Relatórios apontam centenas de milhares de hospitalizações relacionadas à gripe desde o início da temporada, agravadas pela circulação simultânea de outros vírus respiratórios.
Vacinação abaixo do ideal preocupa autoridades
Especialistas em saúde pública destacam que a cobertura vacinal abaixo do recomendado contribuiu para a gravidade do cenário. A vacinação anual continua sendo apontada como a principal ferramenta para reduzir hospitalizações e mortes, mesmo quando a eficácia varia conforme as cepas em circulação.
Além da imunização, autoridades reforçam medidas preventivas como higiene das mãos, atenção a sintomas respiratórios, isolamento de pessoas doentes e cuidados adicionais com grupos de risco.
Situação segue em monitoramento
Embora alguns indicadores indiquem desaceleração em determinadas regiões, a temporada 2025–2026 segue sendo classificada como mais severa do que a média histórica. Autoridades alertam que a evolução do quadro ainda depende de fatores como clima, circulação viral e adesão às medidas de prevenção.
A vigilância epidemiológica permanece ativa, com atualizações constantes sobre a disseminação da influenza e orientações à população para reduzir os impactos da doença nos próximos meses.
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