Trump afirma que frota naval maior do que a enviada à Venezuela segue rumo ao Irã

Grupo militar liderado pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln avança para o Oriente Médio em meio à escalada de tensões entre Washington e Teerã
Por Paloma de Sá | GNEWSUSA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (28) que uma grande frota naval norte-americana está a caminho do Irã, classificando o deslocamento como superior ao contingente enviado anteriormente à Venezuela. A declaração ocorre em meio ao agravamento das tensões políticas e sociais no país do Oriente Médio.

Segundo Trump, a operação é liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln, o segundo maior da Marinha dos Estados Unidos, acompanhado por navios de escolta e outros recursos militares. O presidente afirmou que as forças estão posicionadas para agir rapidamente, caso seja necessário, e que o envio tem caráter estratégico diante do atual cenário regional.

O deslocamento do grupo naval acontece enquanto o Irã enfrenta protestos internos intensificados desde o fim de dezembro de 2025, motivados por dificuldades econômicas e insatisfação social. O governo iraniano reconheceu milhares de mortes relacionadas às manifestações, enquanto organizações independentes apontam números ainda mais elevados.

Em comunicado, Trump também declarou que os Estados Unidos seguem abertos a negociações com o Irã, defendendo um acordo que atenda aos interesses de ambas as partes. Ao mesmo tempo, reforçou que o tempo para uma solução diplomática estaria se esgotando, sem detalhar prazos ou condições específicas.

A presença do USS Abraham Lincoln no Oriente Médio amplia a capacidade militar norte-americana na região, incluindo operações aéreas, vigilância marítima e resposta rápida a eventuais crises. Autoridades dos Estados Unidos não divulgaram detalhes operacionais nem confirmaram se haverá novas movimentações militares nos próximos dias.

O governo iraniano, por sua vez, tem reagido com advertências a qualquer ação considerada hostil, reafirmando que responderá a eventuais agressões externas. O cenário aumenta a atenção da comunidade internacional para possíveis desdobramentos no equilíbrio geopolítico do Oriente Médio.

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