Trump diz que EUA estão prontos para agir contra repressão no Irã; protestos já deixam quase 200 mortos

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Presidente dos Estados Unidos diz que não ficará inerte diante da violência do regime iraniano e reforça apoio aos manifestantes que pedem liberdade e reformas políticas
Por Schirley Passos|GNEWSUSA

Diante da escalada de violência contra manifestantes no Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país está pronto para ajudar a população iraniana na busca por liberdade e não descartou uma possível intervenção caso o regime do aiatolá Ali Khamenei continue reprimindo protestos com mortes de civis.

A declaração ocorre em meio à maior onda de manifestações no país em quase uma década, marcada por denúncias de violações de direitos humanos e bloqueio de informações. Desde 28 de dezembro de 2025, milhares de iranianos tomam as ruas para protestar contra a grave crise econômica, a inflação elevada e o endurecimento do regime teocrático.

Com o avanço dos atos, as manifestações passaram a incorporar críticas diretas ao governo e ao líder supremo, Ali Khamenei, com exigências por reformas políticas, liberdade civil e mudanças no sistema de poder.

Em publicação na rede Truth Social, Trump declarou que “o Irã está olhando para a liberdade, talvez como nunca antes”, e acrescentou que “os Estados Unidos estão prontos para ajudar”. O presidente norte-americano já havia alertado, em ocasiões anteriores, que Washington não permaneceria inerte diante da morte de civis durante a repressão.

Organizações internacionais de direitos humanos relatam um cenário cada vez mais grave. Segundo a ONG Iran Human Rights, com sede em Oslo, ao menos 192 manifestantes morreram desde o início dos protestos. A entidade afirma que os números foram confirmados por fontes diretas no Irã e por veículos independentes, mas alerta que o total pode ser ainda maior devido ao bloqueio quase total da internet imposto pelo regime nos últimos dias.

A ONG Hrana, que também monitora a situação no país, contabiliza protestos em ao menos 185 cidades, distribuídas pelas 31 províncias iranianas, além de cerca de 2,3 mil pessoas presas. As denúncias incluem uso excessivo da força, violência policial e perseguição a opositores.

Mesmo diante da pressão internacional, o governo iraniano mantém um discurso de confronto. O líder supremo Ali Khamenei afirma que não irá recuar e acusa potências estrangeiras, especialmente os Estados Unidos e Israel, de fomentarem os protestos. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, chegou a ameaçar retaliações caso haja qualquer ação militar norte-americana.

Especialistas e analistas internacionais, no entanto, destacam que a posição dos Estados Unidos reforça o discurso histórico de defesa da democracia e dos direitos humanos, ao mesmo tempo em que amplia o isolamento diplomático do regime iraniano. Para Washington, a repressão violenta e o cerceamento de liberdades fundamentais justificam uma resposta firme da comunidade internacional.

Com a continuidade dos protestos, o agravamento da repressão e o aumento do número de mortos, cresce a expectativa sobre os próximos passos dos Estados Unidos e de aliados ocidentais diante da crise no Irã, considerada uma das mais graves desde 2019.

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