Aos 55 anos, mulher afirma ter sido vítima de uma suposta troca de bebês em hospital de Ancara e tenta reverter decisão que considerou insuficientes as provas apresentadas
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA
Uma mulher turca identificada como Necla Ozmen ingressou com uma ação judicial para ser reconhecida como filha biológica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No processo, ela solicita a realização de um exame de DNA para comprovar a alegada paternidade. A iniciativa, no entanto, foi inicialmente rejeitada pela Justiça da Turquia, que apontou ausência de elementos mínimos que sustentassem a acusação. A autora já apresentou recurso.
Necla, de 55 anos, residente em Ancara, protocolou a ação em 25 de setembro no 27º Tribunal de Família da capital. A decisão de primeira instância considerou improcedente o pedido por falta de documentação ou indícios que justificassem a abertura do processo.
Segundo seu relato, Necla nasceu em 1970 e foi criada por Sati e Dursun Ozmen, a quem sempre considerou seus pais. Apenas em 2017, afirma ter descoberto que era adotada. De acordo com a versão apresentada à Justiça, sua mãe adotiva contou que houve uma suposta troca de bebês em um hospital de Ancara, após Sati ter dado à luz um bebê natimorto.
A narrativa sustenta que outra mulher, identificada apenas como Sophia, cidadã americana e paciente do mesmo hospital, teria entregue seu recém-nascido à família Ozmen. Necla afirma que Sophia teria revelado que a criança era fruto de um relacionamento proibido com Donald Trump e que, por esse motivo, não poderia criá-la.
No processo, a defesa de Necla pediu o reconhecimento da paternidade e a determinação judicial para a realização de exame genético. O tribunal, entretanto, entendeu que não havia provas documentais ou circunstanciais suficientes para dar andamento ao pedido.
Em entrevistas à imprensa local, Necla declarou que busca apenas esclarecer sua origem biológica. “Não quero causar nenhum problema a ele. Só quero saber a verdade”, afirmo. Ela disse ainda acreditar que um teste de DNA poderia confirmar sua versão.
Após a rejeição inicial, a mulher recorreu da decisão e informou ter encaminhado petições à Embaixada dos Estados Unidos na Turquia e também a tribunais norte-americanos. Até o momento, Donald Trump e seus representantes legais não se pronunciaram publicamente sobre o caso.
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