Polícia investiga suspeita de intoxicação química em piscina; academia foi interditada preventivamente
Por Ana Raquel | GNEWSUSA
A Polícia Civil de São Paulo investiga a hipótese de que uma reação química tenha provocado a contaminação do ar em uma piscina de academia, resultando na morte de uma jovem de 27 anos e deixando outras duas pessoas internadas em estado grave, na zona leste da capital paulista.
A apuração está sob responsabilidade do 42º Distrito Policial (Parque São Lucas). Segundo o delegado Alexandre Bento, responsável pelo caso, a suspeita inicial é de que substâncias utilizadas no tratamento da piscina possam ter reagido de forma inadequada, causando inalação de gases tóxicos durante a aula de natação.
De acordo com a autoridade policial, representantes da academia C4 Gym, localizada no bairro Parque São Lucas, deixaram o local após o ocorrido e serão formalmente intimados a prestar depoimento nos próximos dias.
Academia é interditada pela Prefeitura
No domingo (8), a Prefeitura de São Paulo determinou a interdição preventiva do estabelecimento. Em vistoria realizada pela Subprefeitura de Vila Prudente, foram constatadas diversas irregularidades administrativas e estruturais.
Entre os problemas identificados estão:
• Existência de dois CNPJs vinculados ao mesmo endereço, exercendo a mesma atividade;
• Ausência do Auto de Licença de Funcionamento;
• Condições precárias de segurança, incompatíveis com a atividade desenvolvida.
A administração municipal informou que a interdição permanecerá até que todas as exigências legais sejam cumpridas e os riscos eliminados.
O caso
O episódio ocorreu na manhã do sábado (7), durante uma aula de natação. A aluna Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, passou mal logo após entrar na piscina e sofreu uma parada cardíaca.
Ela estava acompanhada do marido, Vinicius de Oliveira, de 31 anos, que também apresentou sintomas de mal-estar, incluindo dificuldade respiratória. O casal comunicou o professor responsável pela atividade e, após o encerramento da aula, decidiu buscar atendimento médico por conta própria.
Ambos foram levados ao Hospital Santa Helena, em Santo André, no ABC Paulista. Juliana não resistiu e morreu pouco depois de dar entrada na unidade. Vinicius segue internado em estado grave.
O caso foi inicialmente registrado na 6ª Delegacia de Polícia de Santo André, que encaminhou as informações para a Polícia Civil da capital, responsável pela investigação principal.
Outras vítimas
Além do casal, há registro de ao menos outra vítima em estado grave. Trata-se de um menor de idade, que também participou da atividade aquática no mesmo dia.
O adolescente foi levado pelo pai ao Hospital Vila Alpina, na zona leste de São Paulo, após apresentar falta de ar e dificuldades respiratórias, sintomas compatíveis com possível intoxicação.
Posicionamento da academia
Em nota oficial, a direção da C4 Gym afirmou que lamenta profundamente o ocorrido e declarou estar colaborando com as autoridades competentes.
A academia informou ainda que teria prestado atendimento imediato aos alunos afetados e que mantém contato com as famílias envolvidas, oferecendo suporte.
As circunstâncias, no entanto, seguem sob análise das autoridades, que aguardam laudos técnicos, perícias ambientais e exames toxicológicos para confirmar a causa exata do incidente.
Próximos passos da investigação
A Polícia Civil aguarda:
• Laudos periciais da piscina e do sistema de tratamento da água;
• Análise da ventilação do ambiente;
• Depoimentos de funcionários, responsáveis técnicos e representantes legais da academia.
O inquérito deve apurar possíveis responsabilidades criminais, que podem incluir desde negligência até homicídio culposo, a depender das conclusões técnicas.
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