Casal mexicano é condenado por fabricar e vender milhares de documentos de identidade falsificados nos EUA

Registros bancários mostram que o casal cobrava entre US$ 120 a US$ 150 por documento falsificado

Por Chico Gomes | GNEWSUSA

Um esquema nacional de falsificação de documentos foi descoberto pela divisão de Investigações de Segurança Interna do ICE em Dallas, resultando na condenação federal de um casal mexicano que produziu e comercializou milhares de documentos falsificados nos Estados Unidos.

De acordo com informações divulgadas pelo ICE nesta terça-feira (2), Karina Garcia-Salazar, de 47 anos, foi condenada a cinco anos de prisão federal por conspiração para transferir documentos de identificação e conspiração para possuir, com a intenção de usar ou transferir, cinco ou mais documentos.

Após o cumprimento da pena, ela ainda cumprirá três anos de liberdade condicional supervisionada, além de ter sido condenada a perder US$ 32 mil e 45% da receita obtida com a venda de bens móveis usados nos crimes.

Já o corréu no processo, Jorge Augusto Prieto-Gamboa, de 41 anos, foi sentenciado em dezembro de 2025 a 15 meses de prisão federal e três anos de liberdade condicional supervisionada, pelo crime de conspiração para possuir cinco ou mais documentos com a intenção de transferi-los.

“Documentos de identidade falsificados abrem as portas para uma série de atividades criminosas, desde o tráfico de drogas até o roubo de identidade. Esta sentença envia uma mensagem clara: aqueles que fabricam e distribuem documentos falsos serão encontrados e processados”, destaca Travis Pickard, Agente Especial Encarregado da HSI Dallas. “Nossos agentes especiais e parceiros trabalharam incansavelmente para desmantelar essa operação e proteger comunidades em todo o país.”

Documentos de imigração fraudulentos

Segundo os autos do processo judicial, de agosto de 2020 até fevereiro de 2025, quando foram presos, Garcia-Salazar e Prieto-Gamboa trabalharam juntos para criar e vender milhares de documentos de imigração fraudulentos. A lista inclui cartões do Seguro Social, cartões de residente permanente legal, passaportes estrangeiros e carteiras de motorista estaduais.

Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência do casal, em Tulsa, Oklahoma, foram apreendidos ao menos 67 documentos falsos, mais de 2 mil documentos de identificação digital e US$ 32 mil em dinheiro. Os agentes também encontraram dispositivos eletrônicos, registros de clientes e evidências de distribuição em âmbito nacional. Registros bancários mostram que o casal cobrava entre US$ 120 a US$ 150 por documento falsificado.

O caso foi investigado pela HSI Tulsa com apoio da Administração da Previdência Social, do Gabinete do Xerife do Condado de Tulsa, do Departamento de Polícia de Tulsa e da Patrulha Rodoviária de Oklahoma. A acusação foi apresentada pelo Procurador Federal Adjunto, Charles Greenough.

LEIA TAMBÉM:

Advogado de Trump diz que Moraes usa o Estado para se blindar em processo nos Estados Unidos

Bolsonaro e generais podem ir para presídio comum se perderem patentes no STM

Imigrante ilegal que matou jovem em acidente de carro nos EUA é condenado a 21 anos de prisão

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*