Caso Master avança e gera preocupação entre ministros do Supremo

Investigação aponta transações financeiras fora do padrão e possíveis ligações com pessoas influentes

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

O avanço das apurações do chamado Caso Master tem provocado preocupação entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), diante de indícios de que o inquérito pode alcançar personagens com influência institucional, incluindo integrantes da própria Corte. O clima de alerta tem circulado nos bastidores do Judiciário à medida que novos elementos reunidos pela Polícia Federal ampliam o alcance da investigação.

As provas em análise apontam movimentações financeiras consideradas atípicas, além de conexões que vêm sendo cuidadosamente examinadas pelos investigadores. Até o momento, não há denúncia formal apresentada, e todos os citados seguem amparados pelo princípio constitucional da presunção de inocência.

Mensagens apreendidas e conteúdo sensível

Entre os documentos apreendidos pela Polícia Federal, consta uma mensagem extraída de telefone celular atribuída a Daniel Vorcaro, na qual o pastor Fabiano Zettel, apontado como seu braço-direito em operações financeiras incomuns, solicita a liberação de pagamentos. Na mensagem, Zettel justifica a urgência alegando estar sendo pressionado por uma “autoridade da República”.

De acordo com fontes ligadas à investigação, o conteúdo é tratado como sensível e passou a integrar o conjunto de provas sob análise, justamente por levantar questionamentos sobre possíveis interferências institucionais. Os investigadores, no entanto, evitam conclusões precipitadas e seguem apurando a origem, o contexto e o alcance da comunicação.

Empresa sob investigação e possíveis conexões criminosas

Paralelamente, a Polícia Federal instaurou um inquérito específico para apurar a atuação da empresa Fictor, que chamou atenção do mercado financeiro ao anunciar, em novembro, uma proposta de compra do Banco Master no valor de R$ 3 bilhões. Pouco tempo depois, cerca de dois meses, a mesma empresa protocolou pedido de recuperação judicial, levantando suspeitas quanto à real capacidade financeira da operação.

As investigações também analisam possíveis parcerias comerciais entre empresas ligadas ao caso e postos de combustíveis supostamente associados à facção criminosa PCC. Conforme apurado, o esquema investigado envolveria o uso de maquininhas de cartão de crédito para simular transações de alto valor, prática conhecida no meio policial como mecanismo de lavagem de dinheiro. Todas essas conexões, contudo, ainda estão sob apuração e não resultaram em denúncia formal.

Cautela institucional e desdobramentos

Nos bastidores, o entendimento é de que o caso exige extremo cuidado, tanto pela complexidade financeira quanto pelos possíveis reflexos políticos e institucionais. Integrantes do Judiciário e do sistema de Justiça acompanham os desdobramentos com reserva, atentos ao impacto que eventuais avanços podem provocar.

A Polícia Federal segue conduzindo as investigações sob sigilo, e novos desdobramentos não estão descartados, dependendo da análise técnica do material apreendido e do cruzamento de dados financeiros.

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