IFAB aprova mudanças que permitem revisão de escanteios e segundos cartões amarelos e impõem novos prazos para reinício de jogo a partir de junho
Por Schirley Passos|GNEWSUSA
A International Football Association Board (IFAB) aprovou neste sábado (28), um pacote de mudanças nas regras do futebol que amplia o uso do árbitro de vídeo (VAR) e cria mecanismos de contagem regressiva para acelerar o reinício das partidas. As alterações passam a valer em 1º de junho e serão aplicadas já na Copa do Mundo FIFA de 2026.
Entre as principais novidades está a ampliação do VAR, que poderá intervir em decisões de escanteio e em lances de segundo cartão amarelo, situações que, até então, não estavam previstas no protocolo de revisão.
No caso dos escanteios, o árbitro de vídeo poderá corrigir marcações claramente equivocadas de tiro de meta ou escanteio, inclusive em jogadas de rápida definição, sem necessidade de revisão no monitor à beira do campo.
Já em expulsões por segundo amarelo, o VAR poderá atuar se houver erro evidente na aplicação do cartão que resulte em exclusão do jogador.
Para combater o antijogo, a IFAB também instituiu contagem regressiva obrigatória em diferentes situações:
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Laterais: se a cobrança não ocorrer em até cinco segundos após o início da contagem do árbitro, a posse será revertida ao adversário.
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Tiros de meta: se ultrapassar cinco segundos, será marcado escanteio para o time rival.
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Substituições: o jogador substituído terá dez segundos para deixar o campo após o levantamento da placa; caso descumpra o prazo, o substituto só poderá entrar após um minuto.
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Atendimento médico: atletas atendidos em campo deverão permanecer ao menos um minuto fora antes de retornar.
Segundo a IFAB, as medidas foram aprovadas em assembleia realizada em conjunto com a FIFA e têm como objetivo dar mais fluidez ao jogo, reduzir a perda de tempo e aumentar a precisão das decisões da arbitragem.
A entidade também informou que realizará testes adicionais para avaliar situações em que goleiros caem no gramado alegando lesão, forçando paralisações. A intenção é estudar alternativas para coibir eventuais simulações e atrasos propositais.
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