Para o departamento, o ex-presidente transformou os Estados Unidos “em um depósito de criminosos do terceiro mundo”
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
Grandes percentuais de moradores de países cujas populações entraram ilegalmente nos Estados Unidos foram divulgados pelo Departamento de Segurança Interna (DHS) esta semana. O órgão fez a divulgação destacando que a maioria das travessias ocorreu ao longo do governo Biden, entre fevereiro de 2021 e janeiro de 2025.
“Durante o governo Biden, 8% de toda a população da Nicarágua entrou ilegalmente nos EUA. Isso se soma aos 7% de Cuba, 6% do Haiti e 5% de Honduras”, publicou o DHS na rede social X, antigo Twitter.
Atualmente os Estados Unidos abrigam milhões de imigrantes ilegais de diversos países, o que o Departamento de Segurança Interna atribui às políticas de imigração amenas do governo Biden. Para o órgão, o ex-presidente transformou os Estados Unidos “em um depósito de criminosos do terceiro mundo”.
A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, tem acusado Biden pelo aumento da imigração ilegal no país, enquanto o governo Trump segue com seus esforços de deportação em massa. No início deste mês, durante entrevista em Eagle Pass, Texas, Noem elogiou o empenho do atual presidente para tornar a fronteira mais segura.
“Em apenas um ano, passamos de uma situação como a do governo anterior para um cenário de segurança”, disse. “Milhares de pessoas morreram [na fronteira] porque Joe Biden e os democratas decidiram cortar a cerca e permitir uma invasão que contou com a conivência dos cartéis para trazer drogas, tráfico sexual e exploração sexual sem precedentes, além de abuso infantil.”
Noem vem tentando cumprir a promessa de campanha de Trump de deportar milhões de imigrantes ilegais que entraram nos EUA durante o governo Biden. Ela declarou que os democratas que criticam as medidas de fiscalização estão ignorando as reais preocupações humanitárias decorrentes da crise na fronteira, provocada pelo governo anterior.
“Esses democratas, que falam todos os dias sobre centros de detenção, sobre nossas operações de fiscalização nos Estados Unidos, onde estavam quando essa crise estava acontecendo?”, questionou a secretária. “Cem vezes mais pessoas morreram aqui nesta fronteira por causa do que eles estavam fazendo, e eles não disseram uma palavra”, completou.
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