Rodada de conversas em Genebra busca acordo sobre programa nuclear, mas diferenças profundas e pressão militar complicam o diálogo
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA
As conversas indiretas entre os Estados Unidos e o Irã foram retomadas nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, em Genebra (Suíça), com a terceira rodada de negociações focada principalmente no programa nuclear iraniano e nas condições para um possível acordo diplomático. As discussões são mediadas por representantes de países terceiros, como o Sultanato de Omã, que têm facilitado o intercâmbio de propostas entre Washington e Teerã.
Nesta nova fase das negociações, a delegação iraniana apresentou propostas ao lado americano por meio dos mediadores, e representantes da International Atomic Energy Agency também devem acompanhar parte dos trabalhos, contribuindo com aspectos técnicos e de verificação.
Apesar da retomada das conversas, o contexto político e militar ao redor das negociações segue tenso: os EUA reforçaram sua presença militar no Oriente Médio como forma de pressão, enquanto o Irã mantém firme sua posição de defender o direito à enriquecimento de urânio para fins pacíficos e busca alívio das sanções econômicas que o país enfrenta.
Autoridades de Teerã afirmam que um acordo “justo e equitativo” ainda pode ser alcançado rapidamente, desde que as partes priorizem a diplomacia e avancem em negociações que considerem interesses mútuos.
Entretanto, diferenças substanciais — como o futuro do enriquecimento de urânio, inspeções internacionais e questões relacionadas a mísseis balísticos e atividades regionais — continuam como pontos sensíveis que podem dificultar uma resolução.
Analistas veem a retomada das negociações como um passo importante para evitar escaladas militares, mas destacam que o processo diplomático ainda enfrenta grandes desafios em meio ao cenário geopolítico do Oriente Médio.
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