Senador cita Carlos em SC, Renan à Câmara e Michelle ao Senado no DF; vice segue indefinido
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou que pretende disputar a Presidência da República em 2026 com o apoio direto de integrantes da família Bolsonaro, que também devem entrar na corrida eleitoral em diferentes estados. Em entrevista recente, o parlamentar detalhou o que chamou de uma mobilização conjunta para ampliar a presença política do grupo.
Segundo o senador, a estratégia envolve candidaturas coordenadas em cargos relevantes do Legislativo federal, com o objetivo de fortalecer o campo conservador no Congresso Nacional e dar sustentação a um eventual governo.
“Vai todo mundo ser pré-candidato a alguma coisa”, afirmou, sinalizando que o projeto vai além da disputa presidencial.
Família Bolsonaro amplia presença em estados-chave
Entre os nomes citados está o vereador Carlos Bolsonaro, que deve disputar uma vaga no Senado por Santa Catarina. Conhecido por sua atuação estratégica nas redes sociais e pela proximidade com o eleitorado conservador, Carlos é considerado peça importante na comunicação digital da família.
Outro nome é o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), que deve concorrer à Câmara dos Deputados pelo mesmo estado. Atualmente, ele exerce mandato em Balneário Camboriú e tem ampliado sua presença política na região Sul, considerada um dos principais redutos eleitorais da direita.
Já a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro desponta como possível candidata ao Senado pelo Distrito Federal. Sem cargo eletivo no momento, Michelle tem se consolidado como liderança nacional à frente do PL Mulher, braço feminino do Partido Liberal com forte atuação entre o eleitorado conservador e evangélico.
Apoio de Jair Bolsonaro e estratégia eleitoral
A pré-candidatura de Flávio ocorre com o respaldo do ex-presidente Jair Bolsonaro, principal liderança da direita brasileira nos últimos anos. Segundo o senador, o pai terá papel ativo na campanha, especialmente na mobilização popular e no engajamento digital.
“Cada um vai ajudar dentro da sua área, principalmente na internet”, declarou.
A estratégia busca repetir o modelo que consolidou a direita brasileira nos últimos anos: forte presença nas redes sociais, comunicação direta com o eleitorado e mobilização fora das estruturas tradicionais.
Vice ainda indefinido e foco em alianças
O senador também indicou que a escolha do candidato a vice-presidente será feita mais próxima da eleição, como forma de ampliar as negociações políticas.
“O vice é uma coisa que se decide mais para frente. Pode ser usado para atrair um partido”, explicou.
A vaga deve funcionar como elemento estratégico para composição de alianças e ampliação da base parlamentar.
Cenário aponta reorganização da direita
A movimentação da família Bolsonaro sinaliza uma estratégia de consolidação da direita com presença ampliada no Congresso Nacional e protagonismo na disputa presidencial.
A aposta envolve:
• Fortalecimento da base conservadora
• Ampliação da representação no Legislativo
• Construção estratégica de alianças partidárias
Com o cenário ainda em formação, os próximos meses devem definir o grau de competitividade da candidatura e o formato das alianças nacionais que irão moldar a eleição presidencial de 2026.
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