Ganhador da loteria é preso por suspeita de chefiar rede internacional de tráfico

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Aposentado britânico teria usado prêmio milionário como fachada para financiar e expandir organização criminosa, segundo a polícia de Manchester
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA

A trajetória de um aposentado britânico que teve a vida transformada ao ganhar na loteria terminou no sistema prisional. De acordo com autoridades policiais de Manchester, na Inglaterra, John Eric Spiby foi preso nesta semana sob a acusação de utilizar o prêmio milionário para financiar e administrar uma sofisticada rede internacional de tráfico de drogas.

A prisão é resultado de uma investigação de longo prazo, iniciada após o setor de inteligência financeira identificar movimentações bancárias consideradas incompatíveis com o padrão de gastos esperado para um vencedor de loteria. Segundo os investigadores, em vez de investir em negócios lícitos ou manter uma vida discreta, Spiby teria direcionado os recursos para fortalecer a logística, o armamento e as rotas de distribuição de entorpecentes da organização criminosa.

Prêmio teria servido como instrumento de lavagem de dinheiro

Um dos principais focos da investigação é a suspeita de que o prêmio da loteria tenha sido utilizado como mecanismo de lavagem de dinheiro. Para a polícia, o bilhete premiado funcionou como justificativa formal para a rápida aquisição de bens e para a ostentação de patrimônio, dificultando inicialmente o rastreamento de recursos de origem ilícita.

Em coletiva de imprensa, um porta-voz da polícia afirmou que o acusado acreditava que o dinheiro legalizado serviria como proteção contra investigações. “Ele usou o prêmio da loteria como plataforma para expandir suas atividades criminosas, supondo que a origem lícita dos recursos funcionaria como escudo”, declarou.

Apreensões e impacto da operação

De acordo com as autoridades, a rede operava com uma estrutura organizada, incluindo frotas de veículos, rotas clandestinas e hierarquia interna definida. No momento da prisão, foram apreendidos bens de alto valor, armamentos e uma quantia expressiva em dinheiro vivo, apontada como resultado do lucro reinvestido do tráfico.

Um dos delegados da força-tarefa destacou que a detenção representa um golpe relevante contra o crime organizado na região. “Este caso reforça que nem mesmo a sorte no jogo impede a responsabilização criminal”, afirmou.

A defesa de Spiby nega as acusações e sustenta que todo o patrimônio do cliente tem origem exclusiva no prêmio da loteria. O Ministério Público, no entanto, afirma possuir provas que vinculam pagamentos a fornecedores de drogas a contas controladas pelo acusado.

O ganhador permanece preso, aguardando julgamento, e pode enfrentar penas que somadas chegam a décadas de reclusão. O processo corre sob segredo de justiça para evitar a destruição de provas e permitir a identificação de outros integrantes da rede, que seguem foragidos.

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