Despesas da máquina pública chegam a R$ 72,7 bilhões, pressionando o orçamento e limitando espaço para investimentos
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
Os gastos administrativos do governo federal chegaram a R$ 72,7 bilhões em 2025, o maior valor registrado nos últimos nove anos, segundo dados oficiais da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), ajustados pela inflação. O aumento representa uma pressão adicional sobre as contas públicas no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um cenário de restrição orçamentária e ano eleitoral.
Os gastos administrativos incluem apenas despesas relacionadas à manutenção da máquina pública, sem considerar benefícios sociais ou salários obrigatórios, permitindo comparação real ao longo do tempo.
Durante os governos da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), entre 2011 e 2016, os gastos administrativos se mantiveram acima de R$ 70 bilhões por ano. Após o impeachment, os valores recuaram nas gestões de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), voltando a crescer a partir de 2023, no atual governo.
O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) aponta que o governo terá uma margem de R$ 129,2 bilhões para gastos livres em 2026, valor destinado ao custeio da máquina pública, investimentos e despesas operacionais dos ministérios.
A evolução dos gastos administrativos nos últimos anos mostra:
Governo Lula (PT)
• 2025: R$ 72,7 bilhões
• 2024: R$ 65,1 bilhões
• 2023: R$ 63,2 bilhões
Governo Jair Bolsonaro (PL)
• 2022: R$ 60,1 bilhões
• 2021: R$ 57,7 bilhões
• 2020: R$ 61,9 bilhões
• 2019: R$ 65,8 bilhões
Governo Michel Temer (MDB)
• 2018: R$ 68,4 bilhões
• 2017: R$ 68,5 bilhões
Governo Dilma Rousseff (PT)
• 2016: R$ 77,7 bilhões
• 2015: R$ 72,5 bilhões
• 2014: R$ 77,4 bilhões
• 2013: R$ 74 bilhões
• 2012: R$ 75,2 bilhões
• 2011: R$ 72,6 bilhões
Essas despesas englobam contas de água, energia elétrica e telefone, serviços de limpeza, vigilância e apoio administrativo, além de combustíveis, tecnologia da informação, aluguel de imóveis e veículos, diárias, passagens e serviços bancários.
O aumento contínuo das despesas administrativas, aliado à limitação do orçamento, reforça a necessidade de rigor e responsabilidade na gestão dos recursos públicos, tema que deve ganhar destaque no debate político em 2026.
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