Ela pediu que a questão seja resolvida de forma humanitária, com fronteiras seguras
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
No último sábado (14), durante um painel na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, Hillary Clinton admitiu que as políticas de imigração frouxas nos Estados Unidos e outros países ocidentais “foram longe demais”, provocando desestabilização e perturbação.
A democrata, derrotada por Trump na eleição de 2016, afirmou que há um “motivo legítimo” para o debate da imigração, reconhecendo que a abertura das fronteiras causou problemas. Em seguida, pediu que a questão seja resolvida sem violência.
“Isso foi longe demais, tem sido perturbador e desestabilizador, e precisa ser resolvido de uma forma humana, com fronteiras seguras que não torturem e matem pessoas, e com a construção de uma estrutura familiar forte, porque ela está na base da civilização”, disse.
Hillary sempre foi crítica das rígidas políticas de imigração de Trump, tendo se manifestado contra a proposta do empresário de construir um muro ao longo da fronteira dos EUA com o México, durante a campanha eleitoral de 2016.
Ela também apoiou o programa Ação Diferida para Chegadas na Infância (DACA), do governo de Barack Obama, que proporcionou aos filhos de imigrantes levados aos EUA muito jovens a possibilidade de permanecer legalmente no país.
Por outro lado, ela argumentava periodicamente que a Europa era muito permissiva em relação aos imigrantes. “Acho que a Europa precisa controlar a questão da migração, porque foi isso que acendeu a chama”, afirmou em 2018.
“Admiro as abordagens muito generosas e compassivas adotadas, em particular por líderes como Angela Merkel, mas acho justo dizer que a Europa fez a sua parte e deve enviar uma mensagem muito clara: ‘não vamos poder continuar a dar refúgio e apoio’, porque se não lidarmos com a questão da migração, ela continuará a perturbar o cenário político”, completou.
Segundo a imprensa americana, Hillary teria pressionado o governo Biden, em conversas privadas, a intensificar seus esforços em relação à imigração, em reposta à crise imigratória que afligiu Nova York em 2023.
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