Imigrante ilegal condenado pelo assassinato de criança de 18 meses é deportado dos EUA

Em julho de 2007, Akira Salinas-Ruiz foi sentenciado a 20 anos de prisão estadual e cumpriu pena até 17 de fevereiro deste ano, quando foi entregue ao ICE e removido do país

Por Chico Gomes | GNEWSUSA

O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) deportou este mês o imigrante ilegal Akira Salinas-Ruiz, condenado pelo assassinato de uma criança de 18 meses, filho de sua então namorada em 2006. Em julho de 2007, ele foi sentenciado a 20 anos de prisão estadual e cumpriu pena até 17 de fevereiro deste ano, quando foi entregue ao ICE e removido do país.

“Este imigrante ilegal criminoso — este assassino de crianças condenado — jamais deveria ter estado nos EUA. Se ele não tivesse entrado clandestinamente nos EUA, Santiago Teniente Jr. poderia estar no último ano da faculdade, vivendo a vida que deveria ter vivido. Em vez disso, Salinas-Ruiz roubou o futuro daquele menino”, disse o diretor do ICE, Todd M. Lyons.

“É por isso que os homens e mulheres do ICE enfrentam um aumento de 1.427% nas agressões e de 8.000% nas ameaças de morte para irem às ruas todos os dias e prenderem imigrantes ilegais criminosos que já representam ameaças conhecidas à segurança pública. Se pudermos salvar ao menos uma criança de algo assim por meio de ações direcionadas, já terá valido a pena”, acrescentou.

Durante interrogatório em 2007, Salinas-Ruiz informou às autoridades de imigração que sua última entrada ilegal nos Estados Unidos tinha ocorrido em 2001, na fronteira do Arizona com Sonora, México. Os registros oficiais indicam que as autoridades de imigração o prenderam em 6 de abril de 2002 e concederam-lhe permissão para retornar voluntariamente ao México.

Cerca de quatro anos depois, o mexicano foi acusado do assassinato da criança de 18 meses em Wisconsin. Segundo relatos locais, no dia 28 de fevereiro de 2006 paramédicos socorreram o menino com informações de que ele tinha caído e estava com dificuldade para respirar. Um médico concluiu que os ferimentos da criança eram compatíveis com a síndrome do bebê sacudido e não com uma queda de pequena altura. O bebê, que tinha hematomas no estômago e pescoço, morreu em 1° de março de 2006.

Apesar de se declarar inocente da acusação de homicídio, Salinas-Ruiz, também acusado de abuso físico contra a criança, foi condenado a 20 anos de prisão. Posteriormente, em 15 de maio de 2008, um juiz de imigração ordenou sua deportação dos EUA. Depois de sair da penitenciária, o mexicano foi preso pelo ICE, que cumpriu a determinação judicial.

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