Mendonça autoriza PF a fazer perícias sem restrição no caso Master

Decisão libera atuação completa da Polícia Federal e permite análises sem limitações na investigação

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a realização completa das perícias conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas relacionadas ao Banco Master. A decisão representa uma mudança importante na condução do caso e restabelece a autonomia técnica da corporação para analisar os materiais apreendidos.

A medida foi tomada após consulta formal da Polícia Federal sobre a capacidade técnica de examinar cerca de 100 dispositivos eletrônicos recolhidos durante a operação. Entre os itens estão celulares, computadores e outros equipamentos digitais que podem conter informações relevantes para o avanço das investigações. De acordo com estimativas técnicas, a análise poderá exigir vários meses de trabalho especializado.

Decisão revoga limitações anteriores e amplia atuação técnica

Ao assumir a relatoria do processo, Mendonça revisou determinações anteriores que haviam imposto restrições ao acesso e à análise dos materiais apreendidos. Entre essas medidas estavam limitações sobre quais peritos poderiam atuar e regras mais rígidas sobre o processamento das provas.

Com a nova decisão, o ministro autorizou que a Polícia Federal siga seus protocolos técnicos regulares, permitindo a distribuição das análises entre peritos qualificados. A medida tende a aumentar a eficiência e garantir maior agilidade na condução dos trabalhos.

Entre os procedimentos autorizados estão:

• Análise integral dos dispositivos eletrônicos apreendidos;

• Extração e organização técnica das informações digitais;

• Realização de depoimentos e oitivas de investigados e testemunhas;

• Continuidade das diligências dentro dos limites já autorizados judicialmente.

Polícia Federal mantém custódia das provas e conduz diligências

O ministro também autorizou que a Polícia Federal mantenha a custódia direta de todos os equipamentos e documentos apreendidos, permitindo que o trabalho técnico seja conduzido com maior eficiência e segurança.

Apesar da ampliação da autonomia operacional, Mendonça manteve o controle judicial sobre possíveis novos desdobramentos. A abertura de novos inquéritos relacionados ao caso dependerá de autorização expressa do gabinete do relator.

O acesso às informações segue protegido por sigilo rigoroso, sendo permitido apenas a autoridades diretamente envolvidas na investigação.

Mudança ocorre após redistribuição da relatoria

A relatoria do caso foi transferida para Mendonça após questionamentos sobre a condução anterior da investigação. O processo ganhou repercussão após a divulgação de contatos entre o ministro Dias Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Com a nova condução, Mendonça determinou a retomada dos procedimentos técnicos dentro do fluxo regular da Polícia Federal, assegurando a continuidade das apurações sob supervisão direta do Supremo Tribunal Federal.

Liberação das perícias pode ser decisiva para o avanço do caso

A análise dos dispositivos eletrônicos é considerada uma etapa fundamental para o esclarecimento dos fatos investigados. O volume e o conteúdo dos dados poderão contribuir para o aprofundamento das apurações e eventual responsabilização dos envolvidos, caso sejam confirmadas irregularidades.

O processo permanece sob sigilo no STF, e os próximos desdobramentos dependerão dos resultados das perícias e das decisões judiciais que poderão ser adotadas a partir das novas evidências.

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