Mulher é condenada a 40 anos de prisão nos EUA por manter filhos adotivos em gaiolas e privá-los de comida

Sentença foi imposta após condenação por abuso grave a duas crianças em New Braunfels, no Texas, onde vítimas apresentavam desnutrição e condições de confinamento severas
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA

Uma mulher de 53 anos foi condenada a 40 anos de prisão nesta semana nos Estados Unidos por abusar de forma severa de duas crianças que estavam sob seus cuidados como mãe adotiva e em regime de acolhimento familiar. A sentença foi proferida após um júri no Condado de Comal, no Texas, considerá-la culpada de múltiplos crimes de abuso infantil que incluíam confinar as vítimas em pequenas gaiolas e negar alimentação adequada, resultando em grave desnutrição e sofrimento físico. 

O caso e as acusações

Segundo a promotoria, as duas crianças adotadas foram mantidas por longos períodos em gaiolas improvisadas feitas com portões de bebê — estruturas normalmente usadas para limitar o espaço das crianças em casa — e eram frequentemente privadas de comida, inclusive como forma de punição quando procuravam alimento. Relatos oficiais indicaram que os menores, que viviam com a ré por vários anos antes de serem removidos, apresentavam sinais graves de desnutrição e baixo peso corporal muscular no momento em que os agentes de proteção infantil intervieram. 

As autoridades detalharam que a mulher também infligia castigos físicos, incluindo agressões com um cinto, conforme registrado nas acusações e no julgamento. 

Desdobramentos legais

Durante o julgamento, o júri a considerou culpada de quatro acusações de causar ferimentos a uma criança com graves consequências corporais, qualificadores que permitiram à promotoria buscar penas severas sob a lei texana. A juíza responsável pelo caso determinou que as penas fossem acumuladas em regime consecutivo, totalizando 40 anos de reclusão. A ré deverá cumprir pelo menos metade dessa pena antes de tornar-se elegível para liberdade condicional. 

O caso teve origem em denúncias recebidas por órgãos de proteção infantil em 2018, que desencadearam investigação e eventual retirada das crianças do lar após constatação das condições de abuso.

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