Netanyahu afirma ter indícios da morte de Ali Khamenei após ataque ao complexo do líder supremo do Irã

Governo iraniano não confirma a informação; Israel diz ter destruído instalações estratégicas em ofensiva conjunta com os Estados Unidos
Por Paloma de Sá | GNEWSUSA

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste sábado (28) que há fortes indícios de que o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morreu durante um ataque conduzido por forças israelenses contra um complexo utilizado por ele em Teerã. A declaração foi feita durante um pronunciamento oficial transmitido em rede nacional.

Segundo Netanyahu, as forças israelenses atingiram diretamente o complexo estratégico usado pelo líder iraniano, e as informações de inteligência disponíveis até o momento indicariam que Khamenei “provavelmente não sobreviveu” à ofensiva.

Uma autoridade israelense, ouvida sob condição de anonimato, afirmou que o corpo do líder supremo foi encontrado, embora o governo de Israel ainda não tenha divulgado provas públicas dessa informação.

Até a última atualização, o governo do Irã não confirmou a morte de Khamenei.

Ataque ao complexo do líder supremo

De acordo com Netanyahu, o ataque teve como alvo direto infraestruturas estratégicas do regime iraniano, incluindo instalações militares, centros logísticos e estruturas ligadas ao programa nuclear do país.

Imagens de satélite divulgadas por empresas de monitoramento espacial mostraram danos extensos ao complexo do líder supremo em Teerã, com registros de incêndios e destruição estrutural significativa.

O premiê israelense afirmou ainda que a ofensiva eliminou altos comandantes da Guarda Revolucionária Islâmica e membros centrais do programa nuclear iraniano. Segundo ele, milhares de alvos adicionais estão previstos para serem atingidos nos próximos dias.

Apelo à população iraniana

No mesmo pronunciamento, Netanyahu fez um apelo direto à população do Irã, pedindo que civis se mobilizem contra o regime.

“Não percam esta oportunidade. É um momento que surge uma vez por geração”, afirmou em hebraico.

Em inglês, acrescentou: “A ajuda chegou”, em referência a uma declaração recente do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que havia mencionado apoio a manifestações populares no Irã.

Escalada militar no Oriente Médio

O ataque faz parte de uma ofensiva militar de grande escala conduzida conjuntamente por Israel e Estados Unidos contra alvos estratégicos no território iraniano.

Segundo dados divulgados pela imprensa iraniana, com base em informações da organização humanitária Crescente Vermelho, 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas nos bombardeios.

Explosões foram registradas em Teerã, Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, além de áreas próximas ao palácio presidencial iraniano e instalações militares sensíveis.

O Exército israelense afirmou ter atingido centenas de alvos militares, incluindo lançadores de mísseis, centros de comando e infraestrutura logística.

Retaliação do Irã

Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e atacou bases norte-americanas no Oriente Médio. Sirenes de alerta foram acionadas em várias cidades israelenses.

Explosões também foram registradas no Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia, Emirados Árabes Unidos e Síria, países que abrigam instalações militares dos EUA.

Segundo o governo americano, não houve feridos entre militares norte-americanos, e os danos às bases foram considerados mínimos.

Impactos globais

Diante da escalada do conflito, o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo, foi temporariamente fechado por motivos de segurança, segundo a agência estatal iraniana Tasnim.

Companhias aéreas internacionais suspenderam voos para o Oriente Médio, e aeroportos como o de Dubai tiveram operações paralisadas. Voos saídos do Brasil com destino a Dubai e Doha precisaram retornar.

Situação permanece indefinida

Apesar das declarações de Israel, a condição de Ali Khamenei segue oficialmente indefinida, já que o governo iraniano não confirmou a informação, e nenhuma prova pública foi apresentada até o momento.

A comunidade internacional acompanha com atenção o desenrolar da crise, considerada uma das mais graves escaladas militares no Oriente Médio nas últimas décadas.

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