ONG aponta cerca de 7 mil mortos em protestos no Irã

Organização internacional relata uma das mais sangrentas ondas de repressão do país, com milhares de vítimas e dezenas de milhares de detidos
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA

Uma organização de direitos humanos sediada nos Estados Unidos informou que o número de pessoas mortas durante os protestos no Irã ultrapassou 7 mil, em um dos episódios mais violentos de confrontos recentes no país. De acordo com a Human Rights Activists News Agency (HRANA), uma agência de monitoramento que acompanha manifestações e violações de direitos humanos, 7.002 pessoas foram confirmadas como mortas no contexto dos protestos que se espalharam por várias regiões do país. 

Os protestos começaram no final de dezembro de 2025, inicialmente motivados por insatisfação com a economia e a desvalorização da moeda nacional, e se transformaram em uma onda de manifestações contra o governo e políticas do regime, atingindo diversas cidades iranianas. 

Segundo o relatório da ONG, entre os mortos estão manifestantes, civis e integrantes das forças de segurança, e há ainda mais de 11 mil casos sob investigação, indicando que o total de vítimas pode ser ainda maior. 

Além disso, a HRANA registrou que cerca de 52 mil pessoas foram detidas durante as manifestações e ações de repressão no país, mostrando a dimensão da mobilização civil e da resposta estatal. 

As autoridades iranianas divulgam números divergentes, reconhecendo um total menor de mortos, e enfrentam dificuldades na verificação independente dos dados devido a restrições severas de acesso à internet e comunicação dentro do país. 

Esse cenário tem atraído atenção internacional, com agências de direitos humanos e governos estrangeiros expressando preocupação com a escala das mortes, prisões e com a resposta das forças de segurança às demandas sociais no Irã.

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