Pedidos por auxílio-desemprego nos EUA recuam para 227 mil

Dados do Departamento do Trabalho apontam leve queda nas solicitações, com mercado de trabalho ainda mostrando resiliência, mas continuando em níveis historicamente estáveis
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA

O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos divulgou nesta quinta-feira (12) que o número de novos pedidos de auxílio-desemprego caiu 5 000 na semana encerrada em 7 de fevereiro, atingindo 227 000 solicitações ajustadas sazonalmente. O número anterior foi revisado de 231 000 para 232 000. 

Esse recuo veio acima das expectativas de analistas, que projetavam cerca de 222 000 pedidos para o período, indicando que o declínio foi menor do que o esperado por economistas consultados. 

Mercado de trabalho ainda estável, mas com sinais mistos

Apesar da queda, os pedidos de desemprego continuam dentro de uma faixa historicamente considerada estável — entre aproximadamente 200 000 e 250 000 por semana —, o que sugere um mercado de trabalho resiliente, mesmo diante de lentidão na criação de vagas e desafios econômicos. 

Além disso, o número de pedidos continuados — ou seja, pessoas que seguem recebendo o benefício após a fase inicial — subiu 21 000 na semana encerrada em 31 de janeiro, totalizando 1,862 milhão. Esse dado pode indicar que algumas pessoas estão enfrentando períodos mais longos de desemprego. 

Indicadores econômicos e contexto mais amplo

O relatório complementar de emprego do governo mostrou que os EUA adicionaram 130 000 empregos em janeiro, e a taxa de desemprego caiu para 4,3%, pouco abaixo do mês anterior — uma taxa ainda considerada baixa em termos históricos. 

Por outro lado, o número de vagas de emprego caiu em dezembro para o menor nível em mais de cinco anos, um sinal de que o crescimento do mercado de trabalho pode estar mais lento, apesar da estabilidade nos pedidos de seguro-desemprego. 

O que os economistas observam

Especialistas interpretam que esse cenário reflete um mercado com menos demissões, mas também menos contratações robustas — um fenómeno muitas vezes descrito como “low hire, low fire” (baixo ritmo de contratações e demissões). 

Essa dinâmica estará no radar do Federal Reserve (Banco Central dos EUA), que acompanha indicadores laborais para decidir sobre possíveis ajustes nas taxas de juros ao longo do ano.

 

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