Estimativa revela desafio demográfico e pressão sobre o sistema de pensões no país europeu
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
Um estudo recente aponta que Portugal precisará de cerca de 1,3 milhão de trabalhadores até 2050 para sustentar o sistema de pensões e equilibrar as finanças públicas diante do envelhecimento da população. A projeção foi divulgada por especialistas em demografia e economia que acompanham os desafios enfrentados pelo país europeu.
O relatório indica que o envelhecimento acelerado da população — com mais idosos e menos jovens entrando no mercado de trabalho — tem pressionado o modelo atual de aposentadorias, que depende de contribuições de trabalhadores ativos para pagar benefícios. Sem um número maior de pessoas no mercado de trabalho, o sistema de previdência pode ficar insustentável ao longo das próximas décadas.
Segundo os especialistas, o país precisaria aumentar a força de trabalho por meio de políticas que incentivem a natalidade, maior participação de grupos subutilizados na economia e atração de imigrantes qualificados. A meta de 1,3 milhão de novos trabalhadores representa uma resposta à combinação de fatores como queda da taxa de natalidade, aumento da longevidade e redução da população economicamente ativa.
O cenário é um dos principais desafios demográficos enfrentados por Portugal e pode requerer reformas na legislação previdenciária e no mercado de trabalho para garantir a sustentabilidade das pensões e a estabilidade econômica no longo prazo.
LEIA TAMBÉM:
Rússia anuncia avanço histórico: vacina contra o câncer conclui testes pré-clínicos com sucesso
Renovação antecipada de Ancelotti divide opiniões e pressiona CBF às vésperas da Copa
Congresso coloca trânsito, apps e estacionamento na mira de novos impostos

Faça um comentário