Suspeito foi preso no local e afirmou à polícia que não aceitava o fim de uma relação pessoal com a vítima
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
Porto Velho (RO) – A professora de direito Juliana Santiago, de 41 anos, docente do curso de Direito da Fimca – Centro Universitário Aparício Carvalho, foi morta na noite de sexta-feira (7) dentro da instituição privada localizada na capital de Rondônia. O autor do crime é João Cândido, de 24 anos, aluno do 5º período do curso de Direito, que foi preso em flagrante no local.
De acordo com informações apuradas pelas autoridades, o estudante aguardou o término da aula e iniciou uma discussão com a professora quando ela já estava sozinha. Em seguida, ocorreu o ataque. Juliana chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu antes de receber atendimento médico.
O agressor foi contido por outro aluno da instituição, que atua como policial militar, evitando que a situação se agravasse. João Cândido foi detido imediatamente e conduzido ao Centro de Polícia, onde permanece à disposição da Justiça.
Motivação relatada em depoimento
Em depoimento à Polícia Civil, o estudante afirmou ter mantido um relacionamento pessoal com a professora por cerca de três meses e declarou ter ficado emocionalmente abalado após o afastamento entre ambos. Segundo o relato, o crime teria sido motivado por vingança após ele descobrir que Juliana havia retomado contato com o ex-marido.
O investigado também alegou que a faca utilizada no crime teria sido entregue pela própria professora no dia anterior, dentro de uma vasilha com doce. Essa versão será analisada pelas autoridades e não foi confirmada até o momento.
A Polícia Civil de Rondônia instaurou inquérito para apurar todas as circunstâncias do homicídio, incluindo a dinâmica dos fatos, a motivação real e eventuais falhas nos protocolos de segurança da instituição.
Suspensão das aulas e nota da faculdade
Em nota divulgada nas redes sociais, a Fimca comunicou a suspensão das aulas até segunda-feira (9) e lamentou a morte da professora. A instituição destacou a trajetória profissional de Juliana Santiago, ressaltando sua dedicação ao ensino e a relevância de sua atuação na formação de estudantes ao longo dos anos.
O caso causou forte comoção entre alunos, professores e familiares, além de reacender discussões sobre segurança em ambientes universitários, responsabilidade penal e a necessidade de ações preventivas para evitar episódios de violência extrema dentro de instituições de ensino.
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