Trump comanda primeira reunião do Conselho de Paz para discutir futuro de Gaza nesta quinta-feira

Encontro em Washington reúne dezenas de países para debater fundo bilionário de reconstrução e criação de força internacional de segurança, em meio a impasses diplomáticos 
Por Paloma de Sá |GNEWSUSA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, preside nesta quinta-feira (19) a primeira reunião do recém-criado Conselho de Paz, iniciativa que pretende definir os rumos da reconstrução e da estabilização da Faixa de Gaza após meses de conflito. Realizado em Washington, no instituto renomeado Donald J. Trump U.S. Institute of Peace, o encontro reúne representantes de 47 países e da União Europeia, com foco na formação de um fundo internacional de US$ 5 bilhões e na criação de uma força multinacional de segurança.

A reunião marca o lançamento oficial da principal proposta diplomática do governo Trump para o Oriente Médio em seu novo mandato. Segundo fontes diplomáticas, o objetivo central é estruturar um plano abrangente para a reconstrução da infraestrutura destruída em Gaza, ao mesmo tempo em que se busca estabelecer mecanismos de segurança capazes de evitar a retomada das hostilidades.

Durante o encontro, Trump deve anunciar que os países participantes já garantiram US$ 5 bilhões para o fundo de reconstrução. Desse total, Emirados Árabes Unidos e Kuwait devem responder juntos por cerca de US$ 2,4 bilhões, com contribuições estimadas em US$ 1,2 bilhão cada. Outros países do Golfo, além de aliados europeus e asiáticos, também participam da composição do montante.

Força internacional de estabilização

Outro anúncio aguardado é a criação de uma Força de Estabilização Internacional, composta por tropas de diversas nações, que teria a missão de atuar na segurança e na manutenção da ordem em Gaza durante o período de transição. A expectativa é que o contingente seja formado por milhares de militares, embora autoridades norte-americanas reconheçam que o envio efetivo pode levar semanas ou até meses, em razão de desafios logísticos e diplomáticos.

A proposta prevê uma atuação temporária, com foco na proteção de civis, na garantia do acesso humanitário e no apoio à reconstrução institucional do território.

Ajuda humanitária em estado crítico

A situação humanitária em Gaza também deve ocupar espaço central nas discussões. Relatórios internos apontam que o fluxo de alimentos, medicamentos e suprimentos básicos permanece insuficiente, com gargalos na distribuição e dificuldades de acesso às áreas mais afetadas.

Os participantes devem debater quem ficará responsável pela logística da ajuda humanitária e qual será o canal oficial de negociações indiretas com o Hamas. Israel tem manifestado desconfiança em relação à mediação de países como Catar e Turquia, o que adiciona mais um elemento de complexidade às tratativas.

Presenças de peso

Entre os principais palestrantes confirmados estão o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, além dos enviados especiais Jared Kushner e Steve Witkoff, que atuam diretamente na formulação do plano diplomático para a região.

O governo norte-americano aposta que o Conselho de Paz poderá se consolidar como uma nova plataforma internacional para tratar da reconstrução e da estabilidade em Gaza. No entanto, analistas avaliam que o sucesso da iniciativa dependerá da capacidade de envolver as lideranças palestinas, superar resistências internacionais e avançar em acordos de segurança duradouros.

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