Trump planeja base militar em Gaza para reforçar segurança e impedir retorno do Hamas

Projeto integra o Conselho da Paz, liderado pelo presidente dos EUA, para reconstrução e reorganização do território

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

O governo dos Estados Unidos, sob liderança do presidente Donald Trump, avalia a implementação de uma estrutura militar estratégica no sul da Faixa de Gaza como parte de um plano internacional voltado à estabilização do território após o conflito iniciado pelos ataques terroristas do Hamas contra Israel, em outubro de 2023.

A proposta envolve a criação de uma base que serviria como centro de coordenação para uma força multinacional, com o objetivo de reforçar a segurança, impedir a reorganização de grupos extremistas e apoiar a formação de novas instituições administrativas locais. A iniciativa integra um projeto mais amplo que busca redefinir o modelo de governança e segurança da região após o colapso da estrutura de controle anteriormente exercida pelo Hamas.

Estrutura militar seria usada como centro de coordenação internacional

O complexo em estudo seria projetado para funcionar como ponto central de comando, monitoramento e apoio logístico para operações de segurança conduzidas por forças internacionais. A estrutura incluiria sistemas de vigilância avançados, instalações operacionais, áreas de treinamento e mecanismos de proteção reforçada.

A iniciativa também prevê o uso de tecnologia especializada para identificar possíveis ameaças subterrâneas, considerando que o Hamas construiu, ao longo de anos, uma rede de túneis utilizada tanto para deslocamento quanto para armazenamento de armamentos e execução de ataques.

Especialistas em segurança afirmam que o estabelecimento de uma presença internacional coordenada pode dificultar o retorno de organizações terroristas ao controle do território, embora ressaltem que o sucesso dependerá da cooperação entre os países envolvidos e da aceitação regional.

Força multinacional teria papel na segurança e na reconstrução institucional

O plano prevê a formação de uma coalizão internacional com responsabilidades voltadas à manutenção da ordem, proteção da população civil e apoio à reconstrução de estruturas administrativas e de segurança.

Entre as funções previstas estão:

• Monitoramento de áreas sensíveis e prevenção de novas atividades terroristas

• Apoio à criação e ao treinamento de forças de segurança locais

• Proteção de infraestruturas essenciais e áreas urbanas

• Cooperação com autoridades regionais e organismos internacionais

A proposta também inclui a preparação de novos agentes de segurança palestinos, com treinamento supervisionado por parceiros internacionais, com o objetivo de estabelecer uma força local capaz de manter a estabilidade interna.

Nova estrutura administrativa está em discussão

Além da presença militar, o plano prevê a criação de mecanismos administrativos voltados à reorganização institucional do território. A proposta busca estabelecer uma autoridade civil capaz de administrar Gaza sem a influência de organizações extremistas.

O modelo em discussão inclui cooperação com lideranças regionais e apoio internacional para reconstrução de serviços públicos, segurança e governança.

Segundo autoridades envolvidas nas discussões, o objetivo é evitar um vazio de poder que possa ser explorado por grupos armados, cenário que historicamente contribuiu para ciclos repetidos de violência na região.

Participação internacional ainda está sendo definida

Diversos países foram convidados a participar da iniciativa, seja por meio de envio de tropas, apoio logístico ou cooperação técnica. Algumas nações demonstraram interesse preliminar, enquanto outras adotam postura cautelosa e ainda analisam os riscos e implicações políticas.

A composição final da força internacional, bem como os detalhes operacionais e jurídicos, ainda dependem de negociações diplomáticas e acordos multilaterais.

Analistas observam que iniciativas desse tipo enfrentam desafios significativos, incluindo questões de soberania, aceitação local e coordenação entre diferentes países.

Futuro de Gaza permanece no centro das discussões internacionais

O plano surge em um momento decisivo para o futuro da Faixa de Gaza, após a guerra que resultou no enfraquecimento significativo da estrutura militar do Hamas e abriu espaço para discussões sobre um novo modelo de governança.

A criação de uma força internacional e de uma base estratégica é vista como uma das alternativas consideradas para evitar o retorno de grupos terroristas e estabelecer condições para uma nova fase no território.

No entanto, o sucesso da iniciativa dependerá da cooperação internacional, da aceitação regional e da capacidade de implementar um modelo de segurança que seja eficaz e sustentável ao longo do tempo.

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