Análise do Ministério da Agricultura identificou mistura de óleos vegetais em produto vendido como extravirgem, o que viola padrões de qualidade
Por Paloma de Sá | GNEWSUSA
Um lote de azeite de oliva extravirgem foi proibido no Brasil após a confirmação de fraude em sua composição. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, determina o recolhimento imediato do produto e a suspensão de sua comercialização em todo o país. A medida foi adotada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária com base em análises laboratoriais conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, que apontaram irregularidades graves.
Produto adulterado e fora dos padrões legais
De acordo com os órgãos responsáveis, o problema foi identificado no lote nº 255.001 do azeite de oliva extravirgem da marca Royal, importado pela empresa T. Globo Importação e Exportação Ltda.
Os testes laboratoriais constataram que o produto não atendia aos critérios exigidos para ser classificado como extravirgem. Na prática, isso significa que o azeite apresentava mistura com outros óleos vegetais, o que descaracteriza o produto e configura fraude.
A legislação brasileira estabelece parâmetros rigorosos para a classificação do azeite, incluindo aspectos químicos e sensoriais. Qualquer alteração na composição compromete não apenas a qualidade, mas também a segurança e a transparência para o consumidor.
Venda continuou mesmo após alerta
Outro fator que agravou a situação foi o descumprimento de uma determinação anterior. Segundo a Anvisa, o lote continuou sendo comercializado mesmo após uma ordem prévia de recolhimento.
Diante disso, a agência decidiu ampliar a medida e determinou a proibição total de qualquer atividade relacionada ao lote, incluindo:
- comercialização
- distribuição
- importação
- propaganda
- uso do produto
Risco ao consumidor e orientação oficial
Embora a principal irregularidade seja de natureza econômica e de qualidade, a presença de substâncias não declaradas pode representar riscos indiretos ao consumidor, especialmente para pessoas com restrições alimentares.
A Anvisa orienta que consumidores que tenham adquirido o produto:
- verifiquem o número do lote na embalagem
- interrompam o uso imediatamente, caso seja o lote nº 255.001
Além disso, é recomendado procurar os canais de atendimento do fornecedor para esclarecimentos ou eventual devolução.
Fraudes em azeite preocupam autoridades
Casos de adulteração de azeite não são isolados e têm sido alvo frequente de fiscalização no Brasil. A prática de misturar óleos mais baratos ao azeite de oliva é uma das fraudes mais comuns no setor alimentício.
O Ministério da Agricultura e Pecuária intensificou nos últimos anos as ações de controle de qualidade, com foco em produtos importados e de grande circulação no mercado nacional.
Especialistas destacam que a fiscalização é essencial para garantir:
- a proteção do consumidor
- a concorrência justa entre empresas
- a integridade dos produtos comercializados
A proibição do lote reforça a importância da vigilância sanitária e do controle rigoroso sobre alimentos consumidos no país. O caso também serve de alerta para que consumidores fiquem atentos à procedência dos produtos e às informações presentes nos rótulos, especialmente em itens amplamente consumidos como o azeite de oliva.
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