‘Careca do INSS’, investigado por fraudes bilionárias, é suspeito de pagar viagem do filho de Lula a Portugal
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
O senador Sérgio Moro (União-PR) voltou a defender, nesta segunda-feira (3), o avanço das investigações relacionadas ao escândalo de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A manifestação ocorreu após a divulgação de informações envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A declaração foi feita após a divulgação de informações na imprensa indicando que o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, teria custeado passagens aéreas em primeira classe e hospedagem do empresário em uma viagem a Portugal.
Antunes é apontado por investigadores como operador central de um esquema bilionário de fraudes que teria provocado prejuízos a aposentados e pensionistas por meio de descontos indevidos.
Em suas redes sociais, Moro afirmou que “alguns fatos começam a aparecer e ser reconhecidos” e reforçou que “as investigações precisam continuar”. Para o senador, não pode haver qualquer tipo de interrupção ou blindagem quando se trata de apurar possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos, especialmente aqueles destinados a beneficiários da Previdência.
Esquema sob investigação
Antônio Carlos Camilo Antunes está preso preventivamente sob suspeita de pagar propina a servidores para viabilizar descontos ilegais em benefícios previdenciários. As investigações apontam que o esquema teria movimentado valores bilionários, atingindo diretamente aposentados e pensionistas.
Segundo informações divulgadas, Lulinha teria admitido a pessoas próximas que viajou ao exterior com despesas pagas pelo lobista. O fato passou a integrar o conjunto de elementos analisados no contexto das apurações conduzidas pela Polícia Federal e acompanhadas pelo Congresso Nacional.
Até o momento, não há decisão judicial que atribua responsabilidade criminal ao empresário. O caso segue sob investigação.
Quebra de sigilos e atuação da CPMI
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, na última quinta-feira (26), a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva. A medida foi proposta pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), por meio do Requerimento nº 2939/2026.
O pedido abrange o período de 1º de janeiro de 2022 a 31 de janeiro de 2026 e tem como objetivo rastrear movimentações financeiras e verificar eventuais conexões com investigados no esquema. A solicitação foi fundamentada em representação da Polícia Federal.
Parlamentares da oposição defendem que a apuração precisa ocorrer com total transparência e sem privilégios, independentemente de quem seja o investigado. A quebra de sigilo é instrumento previsto em lei e não implica condenação, mas permite o acesso a dados necessários para esclarecer os fatos.
Pressão política e próximos passos
O caso amplia a pressão política sobre o governo federal, uma vez que envolve familiar direto do presidente em meio a um escândalo que afeta uma das parcelas mais vulneráveis da população.
Integrantes da oposição afirmam que a credibilidade das instituições depende da condução firme e imparcial das investigações. Já aliados do governo defendem que qualquer conclusão deve aguardar o resultado oficial das apurações.
As investigações seguem em andamento e novos desdobramentos poderão surgir conforme a análise dos dados autorizados pela CPMI e pelas autoridades competentes.
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