Senador Carlos Viana critica rejeição do relatório final e aponta interferência política para barrar investigações
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
A rejeição do relatório final da CPMI do INSS, na madrugada deste sábado (28), escancarou mais um capítulo de tensão entre oposição e governo no Congresso Nacional. O parecer foi derrubado por 19 votos a 12, mesmo após sete meses de investigações e a coleta de um volume expressivo de provas.
O documento previa o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo políticos, empresários e o filho do presidente Lula, Lulinha.
A decisão gerou forte reação da oposição, que acusa a base governista de agir para impedir o avanço das responsabilizações.
O presidente da comissão classificou a votação como uma “blindagem absoluta”, afirmando que o relatório foi construído com base em provas robustas.
Durante os trabalhos, a CPMI realizou 38 reuniões e promoveu a quebra de mais de mil sigilos, reunindo dados sobre um esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
A investigação aponta que cerca de R$ 6,3 bilhões teriam sido retirados de beneficiários do INSS entre 2019 e 2024.
Entre os nomes citados estavam políticos, ex-ministros e empresários. No caso de Lulinha, o parecer incluía pedido de prisão preventiva.
Com a rejeição, o relatório não será encaminhado à Procuradoria-Geral da República, interrompendo o avanço formal das acusações.
Para a oposição, o episódio levanta um alerta grave: suspeitas bilionárias envolvendo aposentados acabaram barradas por decisão política dentro da comissão.
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