Bolsonaro deve deixar hospital nesta sexta e cumprirá prisão domiciliar após mais de 120 dias em regime fechado

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Decisão do STF leva em conta quadro de saúde do ex-presidente, que se recupera de pneumonia bacteriana após duas semanas de internação em Brasília
Por Paloma de Sá | GNEWSUSA

Após duas semanas internado por complicações respiratórias, o ex-presidente Jair Bolsonaro deve receber alta médica nesta sexta-feira (27), em Brasília. A saída do hospital ocorre poucos dias depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizar sua transferência para o regime de prisão domiciliar por 90 dias, após mais de quatro meses em detenção em regime fechado.

Alta médica após quadro grave

Internado desde o dia 13 de março no Hospital DF Star, Bolsonaro foi diagnosticado com pneumonia bacteriana provocada por broncoaspiração — condição em que conteúdo do estômago é aspirado para os pulmões, podendo causar infecção grave.

De acordo com o boletim médico divulgado na quinta-feira (26), o ex-presidente apresenta boa evolução clínica, já não possui sinais de infecção aguda e está estável, o que permitiu a liberação para alta hospitalar.

Durante a internação, ele chegou a permanecer na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi submetido a tratamento com antibióticos intravenosos e suporte clínico. A melhora progressiva permitiu sua transferência para a semi-intensiva e, posteriormente, para um quarto comum.

Do hospital para casa: mudança no regime de prisão

Com a alta, Bolsonaro não retornará ao sistema prisional. Ele seguirá diretamente para casa, onde cumprirá prisão domiciliar, conforme decisão recente do STF.

A medida foi concedida por Alexandre de Moraes após solicitação da defesa e manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República. O ministro justificou a decisão com base no estado de saúde do ex-presidente, estabelecendo o prazo inicial de 90 dias.

Apesar da mudança de regime, Bolsonaro continuará submetido a restrições judiciais, incluindo:

  • uso de tornozeleira eletrônica;
  • monitoramento constante;
  • cumprimento de regras impostas pela Justiça.

Ao final do período, o STF deverá reavaliar a necessidade de manutenção da prisão domiciliar.

Mais de 120 dias em regime fechado

Antes da internação, o ex-presidente estava detido há mais de 120 dias. Ele passou inicialmente pela Superintendência da Polícia Federal em Brasília e, posteriormente, foi transferido para a chamada “Papudinha”.

A prisão ocorreu em novembro de 2025, após episódio em que Bolsonaro teria tentado romper a tornozeleira eletrônica, descumprindo medidas cautelares impostas pela Justiça.

Histórico de problemas de saúde

O quadro que levou à internação não foi isolado. Desde o ano passado, Bolsonaro vem apresentando episódios recorrentes de refluxo e crises de soluços, fatores que podem estar associados ao episódio de broncoaspiração.

Segundo médicos, sintomas como febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios motivaram sua transferência emergencial ao hospital no início de março.

Contexto político e jurídico

A concessão da prisão domiciliar reforça o peso das condições de saúde nas decisões judiciais envolvendo réus sob custódia. No caso de Bolsonaro, o STF considerou os laudos médicos recentes como elementos determinantes para flexibilizar o regime de cumprimento da pena.

O episódio ocorre em meio a um cenário político ainda polarizado no país, com o ex-presidente permanecendo como figura central no debate público, mesmo afastado de atividades políticas formais.

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