Queda histórica na taxa de natalidade e envelhecimento acelerado indicam que o país pode ter crescimento natural zero
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
O Canadá vive uma transformação demográfica profunda. Especialistas alertam que o país está se aproximando do chamado “crescimento natural zero” — quando o número de nascimentos praticamente se iguala ao de mortes. Nesse cenário, todo o avanço populacional passará a depender exclusivamente da chegada de imigrantes.
A taxa de fertilidade canadense está bem abaixo do nível de reposição populacional, estimado em 2,1 filhos por mulher. Atualmente, o índice gira em torno de 1,2 a 1,3, um dos mais baixos da história do país. Esse declínio, somado ao envelhecimento da população, reduz drasticamente o crescimento interno.
Nos últimos anos, o aumento populacional já tem sido impulsionado majoritariamente por residentes permanentes e temporários vindos do exterior. Em alguns períodos recentes, o crescimento natural foi praticamente inexistente, reforçando a tendência de que a imigração será responsável por 100% da expansão demográfica ao longo da próxima década.
Especialistas apontam que essa mudança marca uma virada histórica. Embora o Canadá sempre tenha adotado políticas migratórias abertas, nunca antes o país havia dependido de forma tão direta da imigração para sustentar seu crescimento populacional.
Ao mesmo tempo em que a chegada de imigrantes ajuda a renovar a força de trabalho e aliviar os impactos do envelhecimento, o modelo também impõe desafios estruturais — especialmente nas áreas de habitação, infraestrutura urbana, saúde e integração social.
O debate agora gira em torno de como equilibrar crescimento econômico, inclusão social e sustentabilidade demográfica em um país que entra oficialmente em uma nova fase da sua história populacional.
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