Ex-presidente segue na semi-intensiva do DF Star, em Brasília, em recuperação de pneumonia, com acompanhamento médico contínuo
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado na unidade semi-intensiva do Hospital DF Star, em Brasília, em recuperação de um quadro de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração. A condição exige acompanhamento contínuo, embora haja sinais de melhora clínica segundo a equipe médica.
Durante visita realizada na última quinta-feira (19), o filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro, afirmou que encontrou o pai “apagado”, com voz fraca, sonolento e com dificuldade para respirar. Segundo ele, Bolsonaro estava sob efeito de medicações, o que teria contribuído para o estado de maior prostração observado no encontro.
Carlos descreveu o momento como sensível, relatando que o pai estava com a cabeça baixa e apresentava sinais de cansaço. Ele também destacou que Bolsonaro utilizava uma pulseira de identificação com alerta de risco de queda e demonstrava maior sensibilidade durante o tratamento.
Ainda conforme o relato, ao despertar, o ex-presidente teria apresentado dificuldade para se comunicar verbalmente e reforçado que sentia a respiração debilitada, conseguindo interagir apenas brevemente.
Apesar do quadro descrito pelo filho, o boletim médico mais recente indica evolução positiva, com resposta ao tratamento e sinais de melhora gradual. Bolsonaro segue em uso de antibióticos intravenosos e realiza fisioterapia respiratória, procedimento que auxilia na recuperação da capacidade pulmonar.
A internação teve início na sexta-feira (13), após o ex-presidente apresentar mal-estar no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, onde estava custodiado. Ele foi atendido com sintomas como febre, vômitos e baixa saturação de oxigênio. Exames confirmaram pneumonia bacteriana bilateral.
A defesa do ex-presidente também apresentou um novo pedido de prisão domiciliar, alegando que o ambiente atual pode representar risco à sua condição clínica. Os advogados argumentam que há possibilidade de recorrência de episódios semelhantes e que a permanência sob custódia, sem monitoramento contínuo e intervenção imediata, pode agravar o quadro.
No momento, Bolsonaro segue internado sob acompanhamento médico, sem previsão oficial de alta.
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