Em estado grave, Bolsonaro acumula nove cirurgias e sucessivas internações desde o atentado de 2018

Foto: reprodução/internet
Internado em UTI com broncopneumonia bacteriana, ex-presidente enfrenta um dos quadros clínicos mais delicados desde a facada sofrida durante a campanha eleitoral
Por Paloma de Sá | GNEWSUSA

O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta um dos momentos mais delicados de seu histórico médico desde o atentado sofrido durante a campanha eleitoral de 2018. Internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital DF Star, ele trata atualmente uma broncopneumonia bacteriana considerada grave pela equipe médica.

Desde a facada sofrida em 6 de setembro de 2018, Bolsonaro passou por um longo e complexo processo de recuperação, marcado por cirurgias, crises intestinais recorrentes e diversas hospitalizações. Ao longo desse período, o ex-presidente foi submetido a nove cirurgias diretamente relacionadas às complicações abdominais ou a problemas decorrentes delas. Com o quadro atual, o histórico chega a cerca de dez procedimentos cirúrgicos relevantes e dezenas de internações.

Médicos afirmam que a sucessão de intervenções na região abdominal favoreceu o surgimento de aderências intestinais — condição em que partes do intestino se aderem umas às outras ou à parede abdominal, dificultando o funcionamento normal do sistema digestivo. Esse quadro pode provocar obstruções intestinais frequentes e aumenta a vulnerabilidade do paciente a infecções e outras complicações clínicas.

Estado de saúde atual

Bolsonaro foi internado na UTI após diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral, uma infecção pulmonar que afeta simultaneamente os brônquios e os pulmões. A doença pode evoluir rapidamente, sobretudo em pacientes com histórico clínico complexo.

Segundo médicos envolvidos no acompanhamento do ex-presidente, a combinação entre cirurgias prévias, episódios de refluxo e fragilidade clínica aumenta o risco de agravamento do quadro. A equipe monitora constantemente os sinais vitais e a resposta ao tratamento com antibióticos.

Histórico médico após o atentado

O atentado ocorrido durante um ato de campanha em Juiz de Fora, em Minas Gerais, marcou o início de uma sequência de procedimentos médicos que se estenderia por anos.

2018: cirurgias de emergência

Logo após ser esfaqueado, Bolsonaro passou por sua primeira cirurgia ainda no hospital de Juiz de Fora para reparar lesões no intestino delgado e no intestino grosso. Dias depois, em São Paulo, foi submetido a uma nova operação para desobstrução intestinal.

2019: retirada da colostomia e nova intervenção abdominal

No início de 2019, o então presidente realizou cirurgia para retirada da bolsa de colostomia utilizada durante a recuperação. Meses depois, precisou tratar uma hérnia na região da cicatriz abdominal. Também foi submetido a procedimento para retirada de cálculo renal.

2020: exames e nova cirurgia urinária

Em janeiro daquele ano, Bolsonaro foi internado no Hospital das Forças Armadas para exames de imagem que avaliaram a necessidade de reposicionar uma tela cirúrgica implantada em operações anteriores para reforçar a parede abdominal.

Em setembro, no Hospital Israelita Albert Einstein, passou por cirurgia para retirada de cálculo na bexiga.

2021: internação por obstrução intestinal

Em julho, Bolsonaro foi hospitalizado após apresentar soluços persistentes e dores abdominais. O diagnóstico foi de obstrução intestinal. A cirurgia chegou a ser considerada, mas o quadro foi revertido com tratamento clínico e uso de sonda nasogástrica.

2022: nova crise digestiva

Em janeiro, uma nova internação ocorreu após episódio de obstrução intestinal associado ao consumo de camarão mal mastigado, evidenciando a sensibilidade do sistema digestivo após as cirurgias.

2023: três procedimentos no mesmo dia

Em setembro de 2023, no Hospital Vila Nova Star, Bolsonaro realizou três procedimentos médicos: correção de hérnia de hiato, cirurgia para desvio de septo e uma endoscopia digestiva.

2024: infecção na perna e dores abdominais

Em maio, o ex-presidente foi internado para tratar erisipela na perna esquerda — infecção bacteriana da pele — associada a dores abdominais. O caso exigiu observação hospitalar para evitar evolução para infecção generalizada.

2025: cirurgia abdominal de grande porte

Em abril de 2025 ocorreu uma das intervenções mais complexas desde o atentado. Após passar mal durante um evento, Bolsonaro foi submetido a uma laparotomia exploradora, cirurgia de cerca de 12 horas destinada à desobstrução total do intestino e reconstrução da parede abdominal.

No mesmo ano, ele também passou por hospitalizações relacionadas a crises de soluços, pressão baixa e vômitos. Em setembro, realizou retirada de oito lesões de pele no tronco e braço. Exames na época detectaram ainda uma pneumonia por broncoaspiração.

Entre 25 e 29 de dezembro, já sob custódia judicial, foi submetido a cirurgias para correção de hérnia inguinal bilateral.

2026: série de atendimentos médicos

No início de 2026, durante período de detenção no complexo penitenciário conhecido como “Papudinha”, Bolsonaro registrou 144 atendimentos médicos em apenas 39 dias. As principais queixas eram refluxo severo e dores abdominais.

Em 13 de março, ocorreu a complicação mais grave desse período: a internação na UTI com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral, condição que levou a equipe médica a classificar o estado de saúde do ex-presidente como crítico.

Fragilidade clínica crescente

Especialistas apontam que pacientes submetidos a múltiplas cirurgias abdominais podem desenvolver aderências internas permanentes, o que aumenta a probabilidade de novas obstruções intestinais e complicações digestivas.

Esse histórico também pode contribuir para episódios recorrentes de refluxo, broncoaspiração e infecções respiratórias — fatores que ajudam a explicar a gravidade do quadro pulmonar atual.

A evolução clínica de Bolsonaro continua sendo monitorada pela equipe médica, enquanto autoridades e aliados acompanham a evolução do estado de saúde do ex-presidente.

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