EUA destroem 11 navios iranianos no Golfo de Omã

Operação do CENTCOM põe fim a décadas de ataques iranianos e reforça defesa da liberdade marítima

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

O Centro de Comando dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou nesta segunda-feira (2) a destruição de 11 navios iranianos que estavam atracados no Golfo de Omã. A informação foi divulgada pelo perfil oficial do comando militar, que classificou a ação como um marco no enfrentamento ao que chamou de “assédio” e “ataques” promovidos pelo regime iraniano contra a navegação internacional.

Segundo a publicação, há dois dias o Irã mantinha onze embarcações na região estratégica. “Hoje, não tem nenhuma”, afirmou o comunicado. O texto acrescenta que o regime iraniano tem, há décadas, adotado postura hostil contra navios comerciais e militares que cruzam o Golfo de Omã.

Ainda de acordo com o comando americano, a liberdade de navegação marítima é considerada base da prosperidade econômica dos Estados Unidos e do mundo há mais de 80 anos. O CENTCOM garantiu que as forças americanas continuarão atuando para proteger essa diretriz.

O Golfo de Omã é uma das áreas mais sensíveis do planeta no cenário geopolítico. Ele conecta o Oceano Índico ao Estreito de Ormuz, corredor por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo.

Por essa rota transitam diariamente petroleiros e embarcações comerciais que abastecem mercados da Ásia, Europa e América. Qualquer instabilidade na região pode gerar impacto imediato no preço internacional do petróleo e provocar reflexos nas bolsas de valores.

Por ser considerado uma “porta de entrada” para uma das principais rotas energéticas globais, o Golfo de Omã é monitorado de perto pelos Estados Unidos e aliados ocidentais.

Sinalização política e militar

A destruição das embarcações iranianas representa mais do que uma ação militar pontual. Analistas avaliam que o episódio envia um recado claro de dissuasão ao regime de Teerã: ataques ou intimidações contra rotas estratégicas terão resposta firme.

A postura americana reforça a política de proteção à livre navegação, princípio defendido por Washington como essencial para a estabilidade econômica global.

O episódio recoloca o Golfo de Omã no centro das atenções internacionais e pode influenciar tanto o cenário diplomático quanto o mercado energético nas próximas semanas.

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