EUA e Israel atacam o Irã, matam filha, genro e neta de Ali Khamenei e ampliam ofensiva

Bombardeios atingem o coração de Teerã; operação inclui ataques aéreos e terrestres contra alvos estratégicos e comandantes militares
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA

Uma ofensiva militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã elevou drasticamente a tensão no Oriente Médio. A operação, realizada no fim de fevereiro, combinou ataques aéreos e ações por terra, atingindo o chamado “coração” de Teerã e outras cidades estratégicas do país.

Mulher segura foto do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, durante ato do regime islâmico em Teerã (Foto: ABEDIN TAHERKENAREH/EFE/EPA)

Entre as vítimas estão a filha, o genro e a neta do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, segundo informações divulgadas pela imprensa iraniana e repercutidas por veículos internacionais. A morte dos familiares representa um dos episódios mais simbólicos e sensíveis do conflito até o momento.

Há também informações conflitantes sobre a situação do próprio Khamenei. Enquanto fontes estrangeiras indicaram que ele teria sido alvo direto da ofensiva, autoridades iranianas negam sua morte e afirmam que ele permanece vivo.

Operação combinou bombardeios e avanço por terra

A ofensiva não se limitou a ataques aéreos. Além dos bombardeios com caças e mísseis, houve ações em solo iraniano, com relatos de incursões estratégicas para atingir centros militares e instalações consideradas sensíveis.

Os alvos incluíram bases militares, centros de comando e estruturas ligadas ao aparato de defesa iraniano. Explosões foram registradas em Teerã, Isfahan, Qom, Karaj e Tabriz.

Fumaça em Teerã durante ataques de Israel. — Foto: ATTA KENARE / AFP

Segundo informações divulgadas na imprensa internacional, comandantes de alto escalão estariam entre os mortos, incluindo o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh, e o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Shamkhani. As mortes, no entanto, ainda aguardam confirmação oficial completa por parte de Teerã.

Mortes de civis e impacto humanitário

Autoridades iranianas informaram que os ataques deixaram mais de 200 mortos e centenas de feridos em diferentes províncias. Parte das vítimas seriam civis atingidos em áreas urbanas densamente povoadas.

Um dos episódios mais graves relatados foi o bombardeio de uma escola feminina, que teria deixado crianças entre os mortos e feridos, ampliando a comoção interna e internacional.

Escola primária para meninas Shajareh Tayyebeh, em Minab, no sul do Irã, foi atingida por ataque atribuído a Israel; autoridades confirmam 85 mortes. (Foto: Mehr/EFE)

A ofensiva provocou ainda suspensão de voos na região e aumento do alerta de segurança em diversos países, diante do risco de retaliações.

Retaliação iraniana e risco de escalada

Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra alvos israelenses e bases militares americanas no Oriente Médio. O governo iraniano também sinalizou medidas estratégicas, incluindo ameaças relacionadas ao Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte global de petróleo.

A comunidade internacional acompanha o caso com preocupação, temendo uma escalada de grandes proporções que envolva outros países da região.

Cenário permanece instável

A morte de familiares diretos de Ali Khamenei — incluindo filha, genro e neta — e a combinação de ataques aéreos com operações por terra marcam uma das fases mais delicadas da tensão entre Irã, Estados Unidos e Israel.

Imagens de satélite mostram o local antes e depois de ataques dos EUA e de Israel – Reprodução/Reuters

Com informações ainda desencontradas e atualizações constantes, o cenário segue em desenvolvimento, enquanto o mundo observa os possíveis desdobramentos militares, políticos e econômicos do conflito.

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