Confusão generalizada no Mineirão começou após choque entre Christian e Everson; árbitro Matheus Candançan relatou agressões e puniu jogadores de Cruzeiro Esporte Clube e Clube Atlético Mineiro na decisão do Campeonato Mineiro
Por Schirley Passos|GNEWSUSA
A súmula da final do Campeonato Mineiro confirmou 23 expulsões após a confusão generalizada registrada no clássico entre Cruzeiro Esporte Clube e Clube Atlético Mineiro, disputado no Mineirão, em Belo Horizonte.
O documento, divulgado na madrugada desta segunda-feira (9), relata cartões vermelhos para jogadores das duas equipes depois de agressões e troca de socos ao fim da partida.
De acordo com o árbitro Matheus Candançan, a confusão começou após um choque entre o meia Christian, do Cruzeiro, e o goleiro Everson, do Atlético. Na súmula, o árbitro relatou que o goleiro reagiu com “brutalidade” após sofrer a falta, derrubando o adversário e atingindo o rosto do jogador com o joelho, o que desencadeou a briga generalizada.
Na sequência do documento, Candançan também atribui ao lance de Christian o início das cenas de violência, ao afirmar que o meia atingiu a cabeça de Everson com a canela quando a bola já estava sob controle do goleiro.
Segundo o relato da arbitragem, durante o tumulto não foi possível apresentar os cartões em campo. Por isso, os atletas envolvidos foram expulsos posteriormente com base nas imagens e no relatório da partida. O motivo descrito na maioria dos casos foi participação em briga generalizada com socos e pontapés contra adversários.
Ao todo, 12 jogadores do Cruzeiro e 11 do Atlético-MG foram expulsos.
Jogadores expulsos
Cruzeiro: Cássio, Fagner, Fabrício Bruno, João Marcelo, Lucas Villalba, Kauã Prates, Christian, Lucas Romero, Matheus Henrique, Walace, Gerson e Kaio Jorge.
Atlético-MG: Everson, Gabriel Delfim, Preciado, Lyanco, Ruan Tressoldi, Junior Alonso, Renan Lodi, Alan Franco, Alan Minda, Mateo Cassierra e Hulk.
A confusão começou nos acréscimos do segundo tempo, quando jogadores das duas equipes invadiram o campo para defender companheiros após o desentendimento inicial. Houve troca de socos, chutes e empurrões entre atletas.
Seguranças dos clubes e policiais militares precisaram intervir para conter o tumulto. Após os ânimos serem controlados, o árbitro encerrou a partida sem aplicar expulsões em campo, registrando posteriormente as punições na súmula.
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