Outras 26 pessoas sobreviveram e foram resgatadas por um navio da Frontez, agência europeia de controle das fronteiras
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
Depois de seis dias à deriva em um barco inflável no mar Mediterrâneo, ao menos 22 imigrantes morreram na costa da Grécia neste fim de semana. A informação foi divulgada pela Guarda Costeira da Grécia nesse sábado (28), com base em relatos de sobreviventes.
Na noite de sexta-feira (27), um navio da Frontex, a agência europeia de controle de fronteiras, resgatou 26 pessoas que estavam no barco e conseguiram sobreviver em meio à situação de incerteza e angústia.
Ao serem salvos, os imigrantes disseram que 22 ocupantes da embarcação morreram ao longo da semana e tiveram os corpos jogados no oceano. As autoridades gregas prenderam dois homens do Sudão do Sul, de 19 e 22 anos, acusados de serem os responsáveis pela travessia ilegal.
Os resgatados disseram que o barco saiu de Tobruk, no leste da Líbia, no dia 21 de março, tendo como destino a Grécia, uma das principais portas de entrada de migrantes que procuram refúgio na União Europeia.
Com base nos depoimentos colhidos, a Guarda Costeira da Grécia publicou que “durante o trajeto, os passageiros se desorientaram e ficaram no mar por seis dias, sem comida nem água”.
A rota do Mediterrâneo onde o incidente aconteceu, entre o norte da África e o sul da Europa, vem registrando várias ocorrências parecidas nos últimos meses, com mais de 600 mortos ou desaparecidos. Os dados são da Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência vinculada à ONU que promove uma migração humanitária e ordenada.
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