Ataques miram comandantes apoiados pelo Irã e estruturas usadas para planejar ações contra território israelense
Por Schirley Passos|GNEWSUSA
As Forças Armadas de Israel ampliaram neste domingo (8) as operações militares no Líbano, em uma ofensiva voltada contra lideranças e estruturas do grupo armado Hezbollah, aliado do Irã.
Segundo o Exército israelense, um ataque com drone atingiu uma área central de Beirute para neutralizar comandantes ligados à Força Quds, unidade da Guarda Revolucionária Islâmica responsável por operações externas de Teerã. De acordo com os militares, esses integrantes atuavam no Líbano para organizar ataques contra Israel e sua população.
O bombardeio foi o primeiro dentro dos limites da capital libanesa desde a intensificação recente da guerra no Oriente Médio. Nas semanas anteriores, Israel havia realizado ataques em áreas utilizadas pelo Hezbollah no sul e no leste do país e nos subúrbios ao sul de Beirute.
Autoridades libanesas informaram que quatro pessoas morreram no ataque, elevando para cerca de 394 o número de vítimas desde o início da nova fase do conflito. O governo israelense afirma que aproximadamente 200 integrantes do Hezbollah foram mortos nas operações até agora.
Israel sustenta que as ações têm como objetivo reduzir a capacidade militar do grupo e impedir novos ataques a partir do território libanês.
Além da operação no Líbano, Israel também realizou um ataque contra uma infraestrutura petrolífera no sul de Teerã, no Irã. Segundo autoridades israelenses, a medida faz parte de uma estratégia para atingir estruturas que sustentam a atuação regional de grupos aliados a Teerã.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a campanha militar continuará. Em declaração divulgada em vídeo, ele disse que o governo pretende ampliar as operações para enfraquecer a rede de apoio iraniana no Oriente Médio.
“Temos um plano organizado e muitos outros alvos”, afirmou o premiê, acrescentando que Israel continuará agindo para proteger sua população e impedir novas ameaças à segurança do país.
A escalada militar ocorre após a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em um ataque recente que aumentou as tensões regionais.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou que, neste momento, não pretende pressionar por negociações imediatas para encerrar o conflito, indicando apoio às ações israelenses diante do cenário de segurança na região.
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