Silodosina, já utilizada internacionalmente há mais de uma década, passa a ser comercializada no país e pode oferecer mais segurança para pacientes idosos
Por Paloma de Sá | GNEWSUSA
Um medicamento utilizado internacionalmente para tratar os sintomas da hiperplasia prostática benigna (HPB) começou a ganhar espaço no mercado brasileiro e pode representar uma alternativa com menos efeitos colaterais para homens que enfrentam problemas urinários associados ao aumento da próstata. A substância silodosina, recentemente disponibilizada no país por meio da farmacêutica Apsen Farmacêutica, é indicada para aliviar dificuldades urinárias comuns em homens acima dos 50 anos.
A hiperplasia prostática benigna é uma condição caracterizada pelo aumento não cancerígeno da próstata, glândula localizada abaixo da bexiga. Esse crescimento pode comprimir a uretra e dificultar a passagem da urina, provocando sintomas como jato urinário fraco, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e necessidade frequente de urinar, especialmente durante a noite. Segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Urologia, a condição afeta cerca de metade dos homens com mais de 50 anos e pode atingir até 80% daqueles com mais de 80 anos.
Como o medicamento atua
A silodosina pertence à classe dos chamados alfabloqueadores, medicamentos que atuam relaxando a musculatura lisa da próstata e do colo da bexiga. Ao reduzir a tensão nessa região, o remédio facilita o fluxo urinário e diminui os sintomas causados pela compressão da uretra.
O diferencial da substância está na sua maior seletividade para os receptores chamados alfa-1A adrenérgicos, predominantes na próstata. Esse perfil de ação reduz a interferência em receptores presentes nos vasos sanguíneos, o que pode diminuir a ocorrência de efeitos colaterais como tontura e queda de pressão arterial — problemas observados em alguns medicamentos mais antigos da mesma classe.
Uso consolidado no exterior
Embora tenha sido recentemente disponibilizada no Brasil em novas formulações comerciais, a silodosina não é um medicamento inédito no cenário internacional. A substância foi aprovada para uso nos Estados Unidos em 2008 pela Food and Drug Administration (FDA) e posteriormente autorizada na Europa. No Brasil, o medicamento precisa cumprir as exigências regulatórias da Agência Nacional de Vigilância Sanitária antes de ser comercializado.
Especialistas afirmam que a experiência acumulada em outros países contribui para maior segurança no uso da substância. Ainda assim, o tratamento deve sempre ser indicado por um médico urologista, que avaliará o histórico clínico do paciente e possíveis interações com outros medicamentos.
Diagnóstico ainda é desafio
Apesar de comum, a hiperplasia prostática benigna muitas vezes é negligenciada por homens que consideram os sintomas apenas parte natural do envelhecimento. Especialistas alertam que o diagnóstico precoce é importante para evitar complicações, como infecções urinárias, retenção urinária e danos à bexiga ou aos rins.
Exames clínicos, avaliação do histórico do paciente e testes laboratoriais — como o PSA (antígeno prostático específico) — ajudam a diferenciar a hiperplasia benigna de outras doenças da próstata, incluindo o câncer.
Médicos reforçam que, diante de sintomas urinários persistentes, a recomendação é procurar avaliação especializada. O tratamento pode incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos ou, em casos mais avançados, procedimentos cirúrgicos.
A chegada de novas opções terapêuticas, como a silodosina, amplia o leque de estratégias disponíveis para melhorar a qualidade de vida de milhões de homens que convivem com a condição.
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