Senadores pedem reforço na segurança de André Mendonça após avanço da Compliance Zero

Parlamentares apontam gravidade de esquema bilionário e defendem proteção ao relator no STF

Por Ana Raquel |GNEWSUSA 

Os senadores Magno Malta (PL-ES) e Eduardo Girão (Novo-CE) encaminharam ofício ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, solicitando que sejam avaliadas medidas de reforço na segurança pessoal e institucional do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A iniciativa ocorre em meio aos desdobramentos da chamada Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a comercialização de títulos de crédito fraudulentos atribuídos ao Banco Master. Mendonça é o relator do caso na Suprema Corte.

Preocupação com a integridade institucional

No documento, os parlamentares afirmam que a solicitação se baseia na “gravidade dos fatos recentemente revelados” no âmbito das investigações conduzidas pela PF. Segundo eles, os elementos investigativos apontam para a existência de uma estrutura criminosa complexa, com elevado poder econômico, atuação organizada e ramificações institucionais.

Sem antecipar conclusões ou atribuir culpa definitiva — o que caberá ao Judiciário após o devido processo legal — os senadores defendem que, diante da dimensão do caso, é prudente avaliar a adoção de medidas adicionais de proteção ao ministro responsável pela relatoria.

Para Malta e Girão, a preservação da integridade física de autoridades que atuam em processos sensíveis é também uma forma de garantir o pleno exercício da função jurisdicional e a estabilidade das instituições da República.

Nova fase da operação e prisões

Na quarta-feira (4), a PF deflagrou nova etapa da operação. O empresário Daniel Vorcaro, apontado como proprietário do Banco Master, voltou a ser preso por determinação do ministro André Mendonça.

Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais. As investigações contam com o apoio do Banco Central.

Além das prisões, foram determinadas medidas de afastamento de cargos públicos, sequestro e bloqueio de bens que podem alcançar até R$ 22 bilhões, conforme comunicado oficial da Polícia Federal. O objetivo, segundo a corporação, é interromper a movimentação de ativos supostamente vinculados ao grupo investigado e preservar valores que possam ter relação com as práticas ilícitas sob apuração.

Debate sobre segurança de autoridades

O pedido de reforço na segurança do ministro André Mendonça ocorre em um momento de crescente tensão institucional no país, especialmente em processos que envolvem investigações de grande impacto financeiro e político.

A solicitação dos senadores não implica reconhecimento de ameaça concreta específica, mas busca, segundo o ofício, prevenção diante da magnitude do esquema investigado. A decisão sobre eventual reforço cabe à Polícia Federal, responsável pela segurança institucional de ministros do STF.

O caso segue sob sigilo em diversos trechos, e as investigações continuam em andamento. Os citados terão direito à ampla defesa e ao contraditório ao longo do processo.

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