Sudão do Sul à beira de nova guerra civil após massacre que deixou pelo menos 169 mortos

Violência intensa e ataque surpresa agravam instabilidade no país mais jovem do mundo
Por Tatiane Martinelli | GNEWSUSA

Um ataque surpresa por homens armados em Abiemnom County, no norte do Sudão do Sul, deixou pelo menos 169 pessoas mortas, incluindo mulheres, crianças e idosos, além de dezenas de combatentes, segundo autoridades locais. A tragédia ocorreu na madrugada de domingo, pegando moradores desprevenidos e intensificando os temores de que o país possa estar retornando a um conflito civil em grande escala. 

O número de vítimas inclui cerca de 90 civis e 79 membros de forças regionais de segurança, e vários corpos foram enterrados em valas comuns enquanto centenas de civis buscaram abrigo na base da Missão da ONU no país (UNMISS). Houve ainda dezenas de feridos e milhares de deslocados forçados pela violência crescente. 

Contexto e riscos à paz

Esse ataque é parte de uma onda de violência que ameaça a frágil paz firmada em 2018 após a guerra civil anterior, com confrontos entre forças leais ao presidente Salva Kiir e grupos ligados ao líder da oposição Riek Machar. Embora o grupo negue envolvimento específico no ataque, tensões persistentes e violações do acordo de paz aumentam o risco de um retorno ao conflito generalizado. 

Organizações humanitárias e a ONU alertam que a situação é grave, com civis cada vez mais vulneráveis e a estrutura de paz ainda instável. O chamado é por diálogo e cessar imediato das hostilidades para impedir que o país volte a uma guerra civil aberta.

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