Clube envia ofício formal detalhando três lances questionados e discute atuação do árbitro Lucas Paulo Torezin, em partida que terminou 3 a 3 no Mineirão
Por Schirley Passos|GNEWSUSA
O Vasco da Gama enviou nesta segunda-feira (16) um ofício à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) contestando a arbitragem da partida contra o Cruzeiro, que terminou em 3 a 3 no Mineirão. O documento, encaminhado à Comissão de Arbitragem da CBF, detalha três lances considerados irregulares pelo clube e prevê uma reunião ainda hoje para tratar do caso.
O executivo de futebol do Vasco, Admar Lopes, criticou a atuação do árbitro Lucas Paulo Torezin após a partida. Segundo ele, a arbitragem foi “completamente inaceitável” e favoreceu o time da casa, citando três lances específicos: uma falta em Tchê Tchê que deveria resultar em expulsão e dois pênaltis não marcados em Robert Renan e Andrés Gómez.
O lance envolvendo Tchê Tchê ocorreu no fim do primeiro tempo, quando William deu uma solada no volante do Vasco, sem revisão pelo VAR. Já os pênaltis reclamados foram por um puxão em Robert Renan e um tranco em Andrés Gómez.
Após o jogo, a tensão se estendeu para o túnel de acesso aos vestiários. O presidente do Vasco, Pedrinho, discutiu com o árbitro e reclamou de dois pênaltis não marcados. A situação exigiu a intervenção da Polícia Militar de Minas Gerais, que usou gás de pimenta para conter o tumulto. A corporação registrou boletim de ocorrência contra a direção do Vasco por provocação de confusão, com menção à atuação mais inflamável do presidente Pedrinho.
A equipe de arbitragem prestou depoimento na delegacia do Mineirão, assim como alguns membros da delegação vascaína. Na súmula oficial da partida, Lucas Paulo Torezin relatou que foi chamado pelo presidente do Vasco de “arrogante, prepotente e soberbo”.
O Vasco confirma que terá reunião com a Comissão de Arbitragem da CBF ainda nesta segunda-feira para discutir os lances contestados e buscar esclarecimentos sobre a atuação do árbitro.

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