Falhas na regularização da cidadania deixam cerca de 200 mil pessoas em situação vulnerável, mesmo após anos no país
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
Cerca de 200 mil pessoas adotadas fora dos Estados Unidos podem estar em risco de detenção ou deportação por não terem a cidadania formalizada, segundo advogados especializados em imigração.
Ao longo das últimas décadas, milhares de crianças estrangeiras foram adotadas por famílias americanas, mas parte delas não teve o processo legal concluído. Com isso, mesmo vivendo toda a vida no país, muitos não possuem status migratório regular.
Em diversos casos, os próprios adotados só descobriram a situação recentemente, já que sempre viveram como cidadãos americanos. O cenário ganhou ainda mais atenção diante do aumento das fiscalizações migratórias, que têm ampliado o risco de detenção.
A legislação atual não contempla todos os casos: uma lei de 2001 garantiu cidadania automática apenas para menores de idade na época, deixando milhares de adultos de fora. Um novo projeto tenta corrigir essa lacuna, mas ainda não há definição sobre sua aprovação.
Enquanto isso, muitos vivem um dilema: buscar regularização e se expor, ou permanecer invisíveis no sistema. A situação levanta debates sobre cidadania, segurança jurídica e os direitos de pessoas que, na prática, sempre se consideraram americanas.
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