Documento enviado ao ministro Alexandre de Moraes indica evolução estável do ex-presidente, com controle da pressão arterial e avanço gradual na reabilitação
Por Paloma de Sá |GNEWSUSA
O ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta evolução clínica considerada satisfatória durante o período de prisão domiciliar, segundo relatório médico encaminhado nesta sexta-feira (10) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O documento aponta controle da pressão arterial, leve melhora no quadro geral e manutenção do acompanhamento intensivo com fisioterapia e reabilitação cardiorrespiratória.
Evolução clínica e sintomas persistentes
De acordo com a equipe médica responsável pelo acompanhamento, Bolsonaro segue com quadro estável, apresentando:
- Pressão arterial controlada
- Redução discreta da fadiga e do cansaço
- Persistência de desequilíbrio
- Episódio isolado de soluço, sem necessidade de medicação adicional
Apesar da evolução positiva, o relatório destaca que alguns sintomas ainda exigem monitoramento contínuo, especialmente o desequilíbrio, que não apresentou alterações recentes.
Reabilitação intensiva e foco na mobilidade
O tratamento inclui um protocolo estruturado de reabilitação:
- Fisioterapia: três vezes por semana
- Reabilitação cardiorrespiratória: seis sessões semanais
- Exercícios de força: foco nos membros inferiores
Segundo os médicos, o objetivo principal é melhorar a estabilidade corporal e reduzir o risco de quedas, fator considerado relevante diante do quadro clínico atual.
Achados pulmonares e acompanhamento ortopédico
Durante exames recentes, foram identificados:
- Murmúrios vesiculares reduzidos na base do pulmão esquerdo
- Funcionamento pulmonar normal no lado direito
Além disso, Bolsonaro passou por avaliação com especialista em ortopedia, que manteve o uso de terapia analgésica noturna para dor no ombro direito. A equipe médica também reforçou a recomendação de cirurgia na região, embora ainda não haja definição sobre a realização do procedimento.
Contexto da internação e decisão judicial
O ex-presidente está em prisão domiciliar desde 27 de março, após decisão autorizada por Alexandre de Moraes. A medida foi concedida por um período inicial de 90 dias, atendendo a pedido da defesa.
Antes disso, Bolsonaro permaneceu internado por 14 dias no Hospital DF Star, após diagnóstico de broncopneumonia bilateral, condição que motivou cuidados médicos mais intensivos.
Monitoramento contínuo
O relatório reforça que o acompanhamento médico segue rigoroso, com avaliações periódicas para monitorar:
- Função respiratória
- Condição cardiovascular
- Evolução neuromotora
A equipe destaca que, embora o quadro seja considerado estável e em melhora, o paciente ainda requer atenção clínica e continuidade no tratamento para garantir recuperação mais consistente.
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