Senador afirma que país precisa de nova política, alinhada aos interesses ocidentais, e reforça propostas de segurança e renovação
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se coloca como pré-candidato ao Palácio do Planalto, afirmou que o Brasil precisa de uma mudança política “urgente” e fez duras críticas ao atual governo nesta terça-feira, 7 de abril de 2026.
Ao comentar a condução da política externa, Flávio criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que o país estaria sendo tratado como uma “colônia da China”. Segundo ele, há um afastamento estratégico dos Estados Unidos, hoje liderados por Donald Trump, o que, em sua avaliação, prejudica interesses nacionais.
“O presidente Lula erra ao fechar as portas para os EUA e simplesmente abrir o Brasil como se fosse uma colônia chinesa”, declarou o senador, reforçando sua defesa por uma política externa mais alinhada ao Ocidente.
Durante participação na CPAC, Flávio também destacou o potencial brasileiro como fornecedor estratégico de minerais críticos e terras-raras, sugerindo que o país pode ser peça-chave para reduzir a dependência americana em relação à China.
O perfil político do senador também foi abordado. Ele foi descrito como um nome competitivo dentro do campo conservador, com postura considerada mais moderada em comparação ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao irmão Eduardo Bolsonaro.
Apesar do tom mais contido, Flávio mantém pautas alinhadas à base conservadora, especialmente na área de segurança pública. Entre suas propostas está a redução da maioridade penal para 14 anos em crimes graves, como homicídio e estupro — medida que costuma gerar forte debate no cenário político.
Ao se apresentar como alternativa ao atual governo, o senador defende uma renovação no comando do país. Segundo ele, o Brasil precisa de uma liderança “mais jovem, moderna e com mais energia”, sugerindo que o atual modelo estaria esgotado.
A trajetória política de Flávio também foi lembrada, incluindo sua tentativa de disputar a prefeitura do Rio de Janeiro em 2016, quando terminou em quarto lugar após enfrentar dificuldades durante a campanha.
Agora, com a possibilidade de uma candidatura presidencial, o senador se prepara para um desafio inédito em sua carreira, buscando consolidar seu espaço dentro da direita brasileira e ampliar sua projeção nacional em um cenário político cada vez mais polarizado.
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