Mercado de trabalho segue aquecido, porém avanço dos salários fica abaixo das expectativas e sinaliza ritmo mais moderado da economia
Por Tatiane Martinelli |
A taxa de desemprego nos Estados Unidos recuou para 4,3% em março, segundo dados divulgados pelo Departamento do Trabalho. O resultado representa uma leve melhora em relação aos 4,4% registrados em fevereiro e veio melhor do que o esperado por analistas, que previam estabilidade no período.
Apesar da queda no desemprego, o crescimento dos salários apresentou um desempenho mais fraco. O salário médio por hora subiu 0,2% no mês, abaixo da projeção de 0,3% feita pelo mercado. Em termos anuais, a alta foi de 3,5%, também inferior às expectativas.
Geração de empregos e revisões
O relatório também apontou que a economia americana criou cerca de 178 mil vagas de trabalho em março, indicando continuidade na geração de empregos, ainda que em ritmo moderado.
Por outro lado, houve revisões nos dados anteriores: fevereiro teve um desempenho pior do que o inicialmente divulgado, com redução maior no número de postos de trabalho. Já janeiro apresentou revisão positiva, com criação de vagas acima do estimado anteriormente.
O que os dados indicam
Os números reforçam que o mercado de trabalho dos Estados Unidos segue resiliente, com desemprego em níveis historicamente baixos. No entanto, a desaceleração no crescimento dos salários pode indicar uma perda de fôlego na pressão inflacionária, fator importante para decisões futuras de política econômica.
O relatório de emprego, conhecido como payroll, é um dos principais termômetros da economia americana e costuma influenciar diretamente as expectativas do mercado financeiro global.
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