Crescimento econômico e falta de mão de obra levam país a ampliar entrada de estrangeiros
Por Chico Gomes | GNEWSUSA
Mesmo mantendo uma postura rígida contra a imigração, a Hungria tem recorrido cada vez mais a trabalhadores estrangeiros para sustentar sua economia e atender à demanda por mão de obra.
Nos últimos anos, a presença de imigrantes se tornou mais visível, especialmente em grandes cidades como Budapeste, onde estrangeiros atuam em setores como entregas, serviços e indústria. Muitos deles vêm de países fora da União Europeia e encontram no país oportunidades de trabalho e estudo.
Esse cenário contrasta com a política adotada pelo governo húngaro desde a crise migratória de 2015, quando foram implementadas medidas restritivas, como o fechamento de fronteiras e a limitação do direito de asilo. Essa linha mais dura ajudou a consolidar apoio político interno, mas agora enfrenta um desafio prático: a necessidade de trabalhadores.
Com o avanço de setores estratégicos, como a indústria de baterias para veículos elétricos, empresas passaram a pressionar por mais mão de obra. Diante disso, o governo ampliou a concessão de vistos para estrangeiros, e o número de trabalhadores vindos de fora praticamente dobrou nos últimos anos.
Apesar desse movimento, o tema da imigração tem sido tratado com mais cautela no debate público, especialmente em período eleitoral. A questão, que antes era central no discurso político, perdeu espaço diante de outros temas, como conflitos internacionais e disputas internas.
O país vive, assim, um equilíbrio delicado: ao mesmo tempo em que mantém um discurso firme contra a imigração, precisa cada vez mais da presença de estrangeiros para manter sua economia funcionando.
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