Criminosos armados usam bloqueador de sinal, simulam abordagem policial e deixam 45 vítimas sem pertences na Sexta-feira Santa
Por Ana Raquel |GNEWSUSA
Um ônibus de linha intermunicipal foi alvo de um assalto coordenado e altamente planejado na madrugada da última Sexta-feira Santa (3), na BR-277, no município de Candói, região central do Paraná. O veículo, que fazia o trajeto entre Foz do Iguaçu (PR) e São Paulo (SP), foi interceptado por criminosos que se passaram por policiais para obrigar o motorista a parar.
De acordo com informações repassadas pelas vítimas à Polícia Rodoviária Federal (PRF), o grupo utilizava uma caminhonete branca equipada com dispositivo luminoso semelhante ao giroflex, o que reforçou a falsa aparência de uma abordagem oficial. A estratégia funcionou: acreditando se tratar de uma fiscalização, o motorista obedeceu à ordem de parada.
Ação criminosa organizada e uso de tecnologia
Cinco homens armados participaram da ação. Segundo relatos, um dos assaltantes permaneceu na cabine controlando o motorista, enquanto os demais circularam pelo ônibus roubando passageiros.
Além da violência psicológica, os criminosos demonstraram preparo: utilizaram bloqueador de sinal de telefonia celular, impedindo qualquer tentativa de comunicação com autoridades ou pedidos de socorro durante o crime.
O ônibus foi então desviado para uma estrada de terra nas proximidades da BR-373, onde os assaltantes tiveram mais tempo e controle para realizar o roubo.
Todos os 45 passageiros foram vítimas, tendo seus pertences levados — incluindo dinheiro, celulares, roupas, documentos e itens pessoais.
Relatos de vítimas: prejuízo financeiro e emocional
Entre os passageiros estava o comunicador Osvaldir Pedroso e sua esposa, que embarcaram em Laranjeiras do Sul. O casal seguia para São Paulo, onde pegaria um voo internacional com destino a Portugal.
A viagem, planejada há dois anos, foi completamente frustrada.
Eles tiveram passaportes, dinheiro e roupas roubados, o que inviabilizou a realização do plano.
Outro relato marcante é o da enfermeira Nathy Campos, que viajava com a família para assistir a um show em São Paulo. Assim como os demais passageiros, ela perdeu tudo durante o assalto.
Apesar de ninguém ter ficado ferido, o impacto foi evidente:
• Prejuízo financeiro inesperado
• Perda de documentos importantes
• Abalo emocional e frustração de planos pessoais
Recuperação parcial e busca por ajuda
Após a fuga dos criminosos, algumas vítimas conseguiram localizar celulares abandonados nas proximidades do local do crime — possivelmente descartados pelos assaltantes.
Com isso, os passageiros retornaram ao ônibus e seguiram até um posto da PRF em Guarapuava, onde registraram a ocorrência.
Empresa não se pronuncia e segurança é questionada
A empresa responsável pelo transporte, Nordeste, foi procurada pela imprensa, mas optou por não se manifestar até o momento.
O caso levanta novamente o debate sobre a fragilidade da segurança nas rodovias brasileiras, especialmente em trechos conhecidos por baixa fiscalização durante a madrugada.
Cresce preocupação com falsos policiais em rodovias
Esse tipo de crime — em que criminosos simulam operações policiais — tem se tornado cada vez mais frequente e sofisticado. O uso de:
• Veículos caracterizados
• Luzes semelhantes às oficiais
• Equipamentos tecnológicos
mostra um nível de organização que preocupa autoridades e população.
Investigação em andamento
A Polícia Rodoviária Federal informou que o caso está sendo investigado e que buscas estão sendo realizadas para identificar e prender os responsáveis.
Até o momento, nenhum suspeito foi localizado.
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