As esperanças de uma trégua se intensificam com a possível libertação de reféns e a mediação decisiva do Catar nas negociações de paz.
Por Gilvania Alves|GNEWSUSA
O líder do Hamas, Ismail Haniyeh, revelou hoje, por meio de um comunicado no Telegram, que o movimento islamista está prestes a alcançar um acordo de trégua na guerra com Israel. Haniyeh afirmou que as negociações visam também a libertação dos cerca de 240 reféns, em sua maioria israelenses, sequestrados durante o ataque mais letal na história de Israel, ocorrido em 7 de outubro.
Negociadores têm trabalhado incansavelmente para concluir o acordo, enquanto o Hamas relata a morte de aproximadamente 1.200 pessoas, em sua maioria civis, durante a incursão ao território israelense. Em resposta, Israel lançou um bombardeio incessante contra a Faixa de Gaza, prometendo derrotar o Hamas e garantir a libertação dos reféns.
As intensas negociações estão sendo mediadas pelo Catar, onde o Hamas tem um escritório político e Ismail Haniyeh está baseado. O primeiro-ministro do Catar, Mohammed ben Abdelrahmane Al-Thani, sugeriu que um acordo para libertar alguns reféns em troca de um cessar-fogo temporário depende apenas de questões práticas “menores”.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, expressou otimismo em relação a um possível acordo. “Eu acredito que sim”, afirmou Biden, cruzando os dedos em sinal de esperança. Duas fontes próximas às negociações indicaram que um acordo provisório contemplaria uma trégua de cinco dias, com limites às operações aéreas de Israel no sul de Gaza.
O suposto acordo envolveria a libertação de entre 50 e 100 reféns, incluindo civis israelenses e de outras nacionalidades, enquanto cerca de 300 palestinos, incluindo mulheres e crianças, seriam libertados de prisões israelenses. A Casa Branca informou que as negociações estão em fase de “finalização”, mas manteve discrição para evitar comprometer um resultado bem-sucedido.
Além disso, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha anunciou que sua presidente, Mirjana Spoljaric, viajou para o Catar em busca de avanços em questões humanitárias relacionadas ao conflito armado entre Israel e Gaza. A organização reiterou seu apelo pela proteção urgente das vítimas do conflito e pelo alívio da situação humanitária catastrófica em Gaza, instando à libertação imediata dos reféns.
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